Cabral: “teremos o apoio de forças federais no Rio”
Embora não tenha detalhado as medidas, o governador Sérgio Cabral anunciou que na segunda-feira o ministro José Eduardo Cardozo, da Justiça, estará no Rio de Janeiro para que sejam adotadas ações conjuntas contra a criminalidade nas UPPs; "estão querendo desmoralizar a nossa polícia e o Estado é um só", disse Cabral; governador ressaltou que, com as unidades pacificadoras, houve redução de homicídios em 65%; "nossa solidariedade é total", afirmou Cardozo; Exército poderá ocupar os morros do Rio de Janeiro
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Rio 247 - Embora não tenha detalhado as medidas que serão adotadas, o governador do Rio, Sérgio Cabral, anunciou no início desta tarde que na próxima segunda-feira 24 o ministro José Eduardo Cardozo, da Justiça, estará no estado para que sejam adotadas ações conjuntas contra a criminalidade nas UPPs. "Estão querendo desmoralizar a nossa polícia e o Estado é um só", disse Cabral. Ele agradeceu a ajuda da presidente Dilma Rousseff, com quem se reuniu nesta sexta-feira.
Em coletiva de imprensa ao lado do governador, Cardozo também não respondeu sobre quais seriam exatamente as ações a serem adotadas, alegando que essas são questão de segurança pública e não podem ser divulgadas. "Nossa solidariedade é total", afirmou o ministro. Ele disse que o governo federal já estará apoiando medidas que possam ser adotadas neste final de semana.
Na noite da quinta-feira 20, as UPPs sofreram o mais "extremo" ataque pelo crime organizado, com as unidades de Manguinhas, Arara, Mandela e Camarista, na zona norte do Rio, sendo atacadas simultamente. Cinco entre sete containers da principal base da Polícia Militar na região foram incendiados. O caos provocado por várias horas de tiroteio foi determinado, segundo o comandante das UPPs, Frederico Caldas, a partir de presídios.
"Não temos mais dúvidas de que o que aconteceu em Manguinhos, Arara, Mandela e Camarista/Méier foram ações orquestradas. Apesar de ser uma área de hostilidade, em Manguinhos nunca tivemos um evento tão extremo como o que aconteceu ontem", disse ele.
O fato é que as UPPs estão em xeque há várias rodadas no xadrez da segurança no Rio. Desde o final do ano passado, gradativamente o crime organizado passou a atacar as bases da polícia que, por seu lado, cometeu erros de toda a ordem.
A morte do ajudante de pedreiro Amarildo de Souza, depois de ter sido sequestrado por integrantes da UPP da favela da Rocinha, em junho do ano passado, contribuiu fortemente para o desgaste da imagem do modelo implantado no governo Sergio Cabral pelo secretário José Mariano Beltrame, da Segurança Pública. Antes, casos de conluio entre policiais de outras UPPs e traficantes de drogas passaram a ocorrer com certa frequência, despertando uma série de expulsões da corporação.
Cabral e Beltrame prometem não devolver ao crime organizado os espaços territoriais conquistados pelas UPPs, mas já não tem mais condições de cumprir essa promessa sozinhos. O pedido de ajuda do Rio ao governo federal, para socorrer, em regime de urgência, a PM e as UPPs dos ataques dos traficantes prova que o modelo precisa, no mínimo, ser repensado.
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