Cabral pede ajuda federal para recuperar municípios
Governador fluminense e oito prefeitos de cidades da Baixada afetadas pelas chuvas reuniram-se com ministro Francisco Teixeira (Integração Nacional) em Brasília; estimativa é de que montante de verbas chegue a R$ 450 milhões; 6.653 famílias tiveram suas casas atingidas pelos alagamentos e 71 permanecem em abrigos
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Vladimir Platonow
Repórter da Agência Brasil
Rio de Janeiro – O ministro da Integração Nacional, Francisco Teixeira, e o secretário nacional de Defesa Civil, general Adriano Pereira Júnior, estiveram reunidos na sexta-feira (13), na capital fluminense, com o governador Sérgio Cabral, o vice Luiz Fernando Pezão e os prefeitos dos oito municípios mais afetados pela chuva dos últimos dias no estado. Segundo o último balanço divulgado pela Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos foram atendidas 6.653 famílias em decorrência dos alagamentos, sendo que 71 permanecem em abrigos.
Após a reunião, o vice-governador disse que pretende se encontrar na próxima terça-feira (17) com a chefe da Casa Civil da Presidência da República, ministra Gleisi Hoffmann, a fim de obter verbas emergenciais para atender aos municípios da Baixada Fluminense atingidos pelo temporal
“Os técnicos estão levantando o que é emergencial e o que são obras que vão demorar, que passam dos seis meses. Esse levantamento, eu acredito que esteja pronto no mais tardar na segunda-feira (16). Eu vou ligar para a ministra Gleisi e quero levar um valor aproximado. Só Nova Iguaçu tem nove pontes [danificadas]. Vamos levar o pleito de retirar duas mil famílias da beira do rio Botas, por meio de compra assistida, indenização ou aluguel social.”
Pezão evitou detalhar valores, mas disse que espera conseguir, de imediato, cerca de R$ 200 milhões, para obras emergenciais. “Se a gente tiver R$ 100 milhões ou R$ 200 milhões, já começa a dragagem do Rio Botas. Mas o projeto todo custa R$ 450 milhões. O que a gente quer fazer, como emergência, é retirar as pessoas, colocar no aluguel social ou na compra assistida. Não é fácil nem trivial fazer a realocação de 2 mil moradias. Infelizmente, essas pessoas moram dentro do rio. Mas tudo o que nós levamos a Brasília, a presidente Dilma nos atendeu.”
O vice-governador lembrou a experiência que o Rio viveu em 2011, quando um temporal devastou principalmente os municípios de Teresópolis e Nova Friburgo, matando quase mil pessoas. “A grande lição que ficou da Serra é que os prefeitos, os gestores e as câmaras de vereadores têm que estar cada vez mais presentes e vigilantes. Fazer planos diretores melhores, pois não se pode ter moradores em beira de rio ou em encostas. As cidades têm que fazer a lição de casa. Infelizmente as pessoas atiram tudo dentro do rio e o trabalho de dragagem se perde.”
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