Cabral chora compulsivamente ao recordar prisão e diz que tudo o que recebeu foi "caixa dois" para campanha (vídeo)

Em entrevista ao jornalista Ricardo Bruno, o ex-governador revela ter tido um AVC ao receber a notícia da prisão do filho

Sérgio Cabral
Sérgio Cabral (Foto: Reprodução/YouTube/Agenda do Poder)


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Agenda do Poder - Após cumprir seis anos  de prisão, o ex-governador  Sérgio Cabral concedeu nesta quinta-feira (02/03), sua primeira entrevista à imprensa. Falou com exclusividade ao jornalista Ricardo Bruno, do programa Jogo do Poder, por 50 minutos, durante os quais em pelo menos dois momentos chorou compulsivamente.

Diferentemente do que dissera em tentativa de acordo de colaboração, o ex-governador negou o recebimento de vantagens pessoais, alegando que todos os recursos auferidos eram caixa dois para campanha eleitoral.

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Instado a responder sobre as situações mais dolorosas do período em cativeiro, não se controlou ao recordar a notícia da prisão de sua ex-esposa Adriana Ancelmo e, recentemente, de seu filho José Cabral.

– Desmaiei no parlatório ao receber a notícia do Zé, através de minha advogada. Tive um AVC,, segundo os médicos. Não tive sequelas porque estava bem fisicamente – relembrou aos prantos, levando a produção do programa a lhe oferecer lenços para que retomasse a entrevista.

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O ex-governador negou também ter conseguido a realização das Olimpíadas no Rio através de suborno dos membros da Fifa. Explicou detalhadamente o processo de convencimento dos eleitores da federação e arrematou: “Ganhamos com mais de 40 votos de diferença, isto mostra a impossibilidade de ter havido suborno”.

Cabral nega ter superfaturado os contratos para a obtenção de propina; admite ter recebido caixa dois sem qualquer controle para campanhas eleitorais, comportamento que hoje se arrepende. “Isto foi meu maior erro. Naturalizei algo incorreto. O financiamento público era inevitável”.

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Condenou o instrumento da delação premiada, esclarecendo que o acordo de  colaboração que firmara com a Polícia Federal decorreu de pressão das  autoridades da Lava Jato e do desespero em função da falta de perspectiva de liberdade.

Poupou todos os adversários e ex-amigos, que, antes, foram objeto de sua delação.

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– A delação foi invalidade pelo STF. Portanto, não há mais nada a se comentar sobre isto. Em respeito à decisão judicial – justificou.

Sobre o juiz Marcelo Bretas, recentemente afastado da magistratura pelo CNJ pelo excessos cometidos na Lava Jato, preferiu não se manifestar. Bretas atuou com o principal algoz do ex-governador ao fatiar as denúncias em 35 ações penais, de modo a resultar em uma condenação estapafúrdia de 425 anos de prisão.

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Na próxima segunda-feira, Cabral volta às redes sociais, abrindo sua conta no instagram.

A entrevista vai ao ar no próximo domingo, às 22h30m,  pela Rede CNT de Televisão. No Rio, canal 9 em TV aberta; 522 da NET e no canal do YouTube Ricardo Bruno Entrevista. @JogodoPoderRJ

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