Brasil apura supostos atos terroristas de professor
Ministro da Educação, Aloizio Mercadante afirmou que o investigado pela PF, físico e professor da UFRJ, Adlène Hicheur, nem deveria ter entrado no País; a polícia francesa apurou mensagens trocadas por Hicheur com um usuário que usava o pseudônimo Phenix Shadow, que seria Mustapha Debchi, apontado pelo governo como membro da al-Qaeda na Argélia; nos emails, eles teriam mencionado, por exemplo, assassinatos, ataques a embaixadas e potenciais alvos; ele cumpriu dois anos e meio de prisão e há seis meses está sendo monitorado pela Divisão de Antiterrorismo da Diretoria de Inteligência (DIP) da PF de Brasília
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Rio 247 - O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, afirmou que o investigado pela Polícia Federal, o físico e professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Adlène Hicheur nem deveria ter entrado no país. Mercadante acompanha o caso do professor, divulgado pela revista “Época”, desde setembro, quando recebeu pedido de auxílio da PF ainda como titular da Casa Civil. Hicheur alega que o processo em que foi condenado por terrorismo na França foi fabricado.
Segundo Mercadante, cabe ao Ministério da Justiça e à Advocacia Geral da União tomar providências em relação ao franco-argelino. Agentes da Divisão de Antiterrorismo da Diretoria de Inteligência (DIP) da Polícia Federal de Brasília o monitoram há pelo menos seis meses.
"Lógico que deveria ter sido bloqueado (o acesso dele ao país). Uma pessoa que teve aqueles e-mails que foram publicados, que foi condenada por prática de terrorismo, não nos interessa para ser professor no Brasil. Não há nenhum interesse nesse tipo de perfil", disse o ministro, conforme relato do Globo.
"O currículo acadêmico dele e a produção científica preenchem todas as exigências. É um pesquisador altamente qualificado. O problema não é se ele é professor, engenheiro, estudante. Se há indicio de alguém que teve, como no caso dele, condenação ou envolvimento com práticas terroristas, você tem que bloquear na entrada", complementou.
Para julgar o professores, a polícia francesa se baseou em mensagens trocadas por Hicheur com um usuário que usava o pseudônimo Phenix Shadow, que seria Mustapha Debchi, apontado pelo governo como membro da al-Qaeda na Argélia. Nos e-mails, os dois mencionavam assassinatos, ataques a embaixadas e potenciais alvos, entre outros conteúdos suspeitos. Ele cumpriu dois anos e meio de prisão.
Segundo o ministro, embora não tenha tradição de conflitos, o Brasil pode sofrer atos terroristas durante as Olimpíadas, por ser um evento de repercussão mundial. "É o evento de maior impacto midiático do mundo, a maior audiência de todos os eventos é a abertura das Olimpíadas. O Brasil não é alvo, mas pode ser palco", disse.
Outro lado
Em carta enviada por e-mail ao Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF), à qual o Globo teve acesso, o físico afirmou que a acusação francesa não conseguiu apresentar provas materiais para sustentar seus argumentos. “Eu fui preso pela polícia francesa no fim de 2009 e a única justificativa foram minhas visitas aos chamados websites islâmicos subversivos. Fui privado da minha liberdade por dois anos apenas com base nisso", disse.
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