‘Bolsonarismo tenta destruir todos os valores da corporação’, diz ex-comandante da PM

"O bolsonarismo não tem institucionalidade, ele não tem limites, e tenta destruir todos os valores da instituição", afirmou o coronel Glauco Carvalho, de 55 anos, ao comentar o afastamento do coronel Aleksander Lacerda, que fez convocações para um ato golpista marcado para o dia 7 de setembro na Avenida Paulista

Coronel Glauco Carvalho
Coronel Glauco Carvalho (Foto: Reprodução/Youtube)


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247 - O coronel Glauco Carvalho, de 55 anos, comentou o afastamento do coronel Aleksander Lacerda não basta para resolver o caso na PM paulista e disse que "o bolsonarismo usa de todos os instrumentos para instalar o caos". Lacerda foi afastado por fazer convocações para um ato golpista marcado para o dia 7 de setembro. A entrevista foi concedida ao jornal O Estado de S.Paulo.

"Veja o Eduardo Bolsonaro. Ele usou o fato de PM ter o pior salário do Brasil e o uso de câmeras pelos policiais para que os PMs se insurjam contra o Doria. Ele usa um instrumento que vai mudar a PM em dez anos – o uso de câmeras – para criar clima de insubordinação. O bolsonarismo não tem institucionalidade, ele não tem limites, e tenta destruir todos os valores da instituição. É o que tem de mais indecente na vida pública do País", disse 

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De acordo com o militar, "Bolsonaro não sabe o que é institucionalidade até porque saiu pela porta dos fundos". 

O coronel também afirmou que "a democracia não implica em libertinagem, em falar o que você pensa e acha sobre autoridades constituídas ocupando uma das funções mais importantes que a instituição tem: o comando de área de grandes efetivos".

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"O grande problema que temos é que temos um presidente que, para permanecer no poder, prega a desinstitucionalização das organizações do estado, como as Polícias Militares, as Forças Armadas, o Ministério Público e a Justiça".

Sobre o militar afastado, o coronel afirmou que os dois são conhecidos. "Ele é meu amigo e foi meu aluno no Curso Superior de Polícia. A despeito disso, fico com a lei e com os princípios de minha instituição. Ele tem de ser punido sob o ponto de vista administrativo e sob o ponto de vista penal militar".

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