Benedita da Silva: governo cria dificuldades com a renda emergencial para levar as pessoas às ruas
Deputada federal do PT alerta para o problema de recebimento da renda emergencial de R$ 600 e diz que isso faz as pessoas se desesperarem e saírem de seu isolamento para trabalhar
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247 - A deputada federal Benedita da Silva (PT-RJ) conversou com a TV 247 na semana que antecede o Dia Nacional da Empregada Doméstica sobre as dificuldades colocadas pelo governo Bolsonaro para a distribuição da renda de auxílio emergencial de R$ 600 em tempos de pandemia de coronavírus. Ela participou de um debate sobre os direitos das trabalhadoras domésticas com a ex-presidente Dilma Rousseff, a presidente da Federação Nacional das Trabalhadoras Domésticas (Fenatrad), Luiza Batista, e a artista e educadora Preta Rara (assista abaixo).
Para a deputada, que é ex-empregada doméstica, a intenção do governo é causar desespero na população que, sem dinheiro, sairia às ruas para trabalhar, alimentando a economia, portanto, como ele defende que deve ser. “Está difícil. O governo está criando instrumentos que fazem com que você desacredite, você vê impossibilidade, ‘eu acho que eu não vou conseguir’, e aí você vai para a rua e se contamina. Ele atrasa isso para que a população se desespere, ele não tem compromisso com o povo, ele tem compromisso com o mercado”.
Benedita da Silva é autora de um Projeto de Lei em amparo às trabalhadoras domésticas que, entre outros pontos direitos, garante o afastamento e ausência do empregado doméstico do serviço, sem prejuízo do emprego e do salário; renda mínima para quem exerce atividades de trabalho doméstico informal e a dispensa do período de carência para a concessão de benefícios previdenciários; e estabilidade profissional — durante o período de emergência para enfrentamento do Covid-19.
Ela também foi autora e teve participação fundamental no processo de votação da PEC das Empregadas Domésticas, promulgada em 2 de abril de 2013.
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