Beltrame critica racha entre polícia e professores
Segundo o secretário de Segurança do Estado do Rio, o confronto é "antagônico ao processo democrático e às manifestações"; "Eu acredito que um movimento que se torna caótico é ruim pra todo mundo. Perdem os manifestantes, perde a polícia e também perde a sociedade, que presencia cenas que ninguém gostaria de ver", disse
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Da Agência Brasil
Rio de Janeiro - O secretário de Segurança do estado, José Mariano Beltrame, classificou hoje (1º) como inadmissível os confrontos entre policiais e professores da rede municipal ocorridos ontem (30) e sábado (28), em frente à Câmara dos Vereadores, no centro do Rio. Segundo Beltrame, a melhor maneira de solucionar a situação é "evitando qualquer tipo de violência de ambas as partes".
"A manifestação é uma coisa, a utilização de mecanismos que agridem as pessoas é totalmente antagônico ao processo democrático e às manifestações. Eu acredito que um movimento que se torna caótico é ruim pra todo mundo. Perdem os manifestantes, perde a polícia e também perde a sociedade, que presencia cenas que ninguém gostaria de ver", disse o secretário.
Na noite de ontem (30), um ato que reuniu professores e integrantes do movimento Black Bloc acabou com oito pessoas detidas e pelo menos 15 feridas, sendo nove policiais, informou a Polícia Militar. O protesto, que reuniu cerca de mil pessoas, era contrário à votação da proposta do plano de cargos e salários dos professores da rede municipal, marcada para a tarde de hoje (1º).
O projeto foi enviado à Câmara de Vereadores pelo prefeito Eduardo Paes na semana passada. A sessão de votação, na última quinta-feira (26), foi cancelada depois que professores ocuparam o plenário da Casa. O grupo foi retirado à força pela Polícia Militar na noite de sábado (28) e, desde então, acampa na rua lateral do Palácio Pedro Ernesto, sede da Câmara, na Cinelândia.
Beltrame participou, no Palácio Guanabara, do lançamento de curso de tecnologia em segurança pública para policiais civis e militares, bombeiros e guardas municipais. O curso é uma parceria do governo do Rio com as universidades públicas do estado e terá duração de dois anos.
Edição: Davi Oliveira
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