Avritzer: Alerj fez bem ao resistir aos excessos punitivos
"A suspensão dos mandatos e a prisão foram excessos no mesmo sentido que a Lava Jato opera desde 2014. A Lava Jato não comete excessos, ela é o excesso e busca a sua institucionalização", diz o cientista político Leonardo Avritzer; "Fez bem a Assembleia do Rio de resistir a uma ação com base constitucional no mínimo questionável. Que o Supremo decida se há ou não uma base constitucional para afastar o presidente da Assembleia do Rio"
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Por Leonardo Avritzer, em seu Facebook
Vejo muitas pessoas indignadas com a decisão da assembleia legislativa do Rio de Janeiro ontem.
Não tenho nenhuma simpatia pelo Picciani e acho que ele tem que pagar pelos seus crimes, mas pelo processo judicial normal e não pelos atalhos que a Lava Jato sempre tenta operar.
Ferida fortemente pelas decisões do Temer, da nova PGR e do STF neste semestre, a Lava Jato tenta se recuperar radicalizando a sua forma ou tentado transferi-la para o nível estadual.
Os procedimentos são os mesmos de Curitiba. Operações espetaculares, vazamento das acusações e ampliação midiatica das mesmas, por uma rede Globo que consegue barrar a entrada das investigações do maior escândalo mundial, o da FIFA no Brasil e continua pousando de bastião da luta anti-corrupção.
A suspensão dos mandatos e a prisão foram excessos no mesmo sentido que a Lava Jato opera desde 2014. A Lava Jato não comete excessos, ela é o excesso e busca a sua institucionalização.
Fez bem a Assembleia do Rio de resistir a uma ação com base constitucional no mínimo questionável. Que o Supremo decida se há ou não uma base constitucional para afastar o presidente da Assembleia do Rio.
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