Auditor fiscal que impediu liberação de joias sauditas para Bolsonaro participou de série
Programa da Discovery 'Aeroporto: Área Restrita' mostra o dia a dia da Receita Federal no Aeroporto de Guarulhos, o maior da América Latina

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247 - O auditor fiscal Mario de Marco Rodrigues Sousa, um dos servidores que barraram a entrada irregular das joias sauditas trazidas pelo governo Bolsonaro, participou do elenco da série "Aeroporto: Área Restrita", da Discovery. A série acompanha a rotina dos agentes da Receita Federal no Aeroporto de Guarulhos, o maior da América Latina.
De Marco, como é chamado o delegado da Alfândega da Receita Federal do Aeroporto de Guarulhos, é acompanhado durante a rotina do controle aduaneiro. "A gente trabalha muito com inteligência", diz ele na série. "Então, a gente pesquisa os passageiros que estão embarcando, desembarcando, pesquiso histórico, pesquiso os voos", acrescenta.
"A gente faz a seleção de todos os passageiros. Eles passam no aparelho de raio-x. Você traz ele para a vistoria direto caso você tenha dúvida ou caso você tenha razoável certeza de que seria algo que não possa", diz o auditor.
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A Polícia Federal instaurou inquérito nesta segunda-feira (6) para investigar o ingresso irregular no país de joias procedentes da Arábia Saudita destinadas ao então presidente Jair Bolsonaro e sua mulher, Michelle.
A investigação foi instaurada após a revelação de que o governo Bolsonaro não adotou os procedimentos necessários para a incorporação ao patrimônio público de joias presenteadas pelo governo saudita a uma comitiva brasileira que visitou o país em 2021. Parte das joias ficou retida na Receita Federal em Guarulhos, enquanto um outro pacote foi entregue à Presidência.
A Receita Federal havia informado mais cedo que também vai investigar as circunstâncias de ingresso no país de um segundo pacote de joias dado pelo governo da Arábia Saudita a uma comitiva brasileira que visitou o país em outubro de 2021 para ser entregue ao presidente Jair Bolsonaro.
A Receita informou no fim de semana que não foram seguidos os protocolos adequados para incorporação ao patrimônio da União de joias presenteadas pelos sauditas a Bolsonaro e à então primeira-dama Michelle Bolsonaro.
Em nota nesta segunda, a Receita fez menção ao outro pacote de joias que "teria ingressado no país, o que somente seria possível se trazido por outro viajante, diferente daquele alvo da fiscalização aduaneira" que encontrou as joias destinadas a Michelle.
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