Áudio divulgado por Cunha é "encenação", diz perito
Trata-se de uma de uma "encenação" a conversa entre duas pessoas, divulgada pelo candidato a presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ), em que um suposto policial federal estaria supostamente insatisfeito com Cunha estaria em busca de pagamentos; análise é do perito Ricardo Molina; "Podemos afirmar, com bastante segurança, que não se trata de uma conversação espontânea", afirmou Molina; líder do PMDB disse que a gravação foi orquestrada pela cúpula da Polícia Federal para prejudicar sua candidatura
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Rio 247 - O perito em fonética forense Ricardo Molina afirmou nesta quarta-feira, 21, que trata-se de uma "encenação" a conversa gravada entre duas pessoas divulgada nessa terça-feira, 20, pelo candidato a presidente da Câmara, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), onde um homem se faz passar por um policial federal insatisfeito que teria sido “esquecido” por Cunha e estaria em busca de pagamentos.
"Podemos afirmar, com bastante segurança, que não se trata de uma conversação espontânea, e por vários motivos: cada interlocutor permite que o outro fale sem haver sobreposições; inexistem hesitações, típicas da fala espontânea; inexistem marcadores conversacionais, “entendeu?”, “viu?”, “né?” etc.; a entonação não é típica de fala espontânea", afirmou.
"Muito provavelmente os dois interlocutores estão seguindo um script previamente elaborado, não necessariamente lido durante a interação, mas visivelmente planejado", afirmou o perito, um dos mais conhecidos do país. Ricardo Molina analisou o áudio divulgado por Eduardo Cunha a pedido do jornal O Globo.
Eduardo Cunha afirmou que “armação” estava sendo orquestrada pela cúpula da Polícia Federal, com o objetivo de constranger sua candidatura à presidência da Câmara. Ele contou ter sido procurado no último sábado em seu escritório no Rio de Janeiro por um homem que se apresentou como delegado da Polícia Federal e que teria lhe denunciado uma movimentação interna no órgão para incluir o nome de Cunha em um inquérito em andamento.
Pelo Twitter, Cunha negou nesta terça-feira que esteja acusando o governo na de"encenaçãnúncia feita aos jornalistas. "Quero deixar bem claro que não acusei o governo de nada na denúncia que fiz. Tanto que procurei o próprio governo,no caso o ministro da Justiça, para abertura de investigação policial do fato. Se tivesse a certeza de que era o governo teria procurado direto o MP e não o governo. O que relatei foi a versão que me passaram, o que não quer dizer que tenha aceito a versão como fato”, escreveu.
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