Ativista de ocupação cultural é baleado em São Bernardo do Campo

Homem negro de 56 anos, cuja identidade está protegida, atuava no Projeto Meninos e Meninas de Rua, levou um tiro na cabeça quando voltava para casa. Ele foi levado às pressas ao hospital, passou por uma cirurgia e passa bem

Projeto Meninos e Meninas de Rua
Projeto Meninos e Meninas de Rua (Foto: Reprodução/Divulgação)


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Por Denise Assis, do Jornalistas pela Democracia - Após uma semana alocado na ocupação cultural de um projeto, que resiste desde o início de outubro à ação de despejo emitida pelo prefeito Orlando Morando (PSDB), um homem negro, de 56 anos, ativista do Projeto Meninos e Meninas de Rua - iniciativa que existe em São Bernardo do Campo há mais de 30 anos auxiliando crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade -, foi baleado na cabeça.

O fato aconteceu na madrugada do último domingo, dia 24 de outubro (ele não será identificado para proteger sua integridade física). O ativista caminhava em direção à sua residência quando foi atingido pelo tiro. A bala acertou a aba do seu boné e perfurou a parte de trás de sua caixa craniana. Ele foi levado às pressas ao hospital para uma cirurgia de urgência para a retirada do projétil e seu estado de saúde se mantém estável, respondendo consciente aos estímulos do tratamento médico. 

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Na quarta (27), um grupo fez uma mobilização, às 16h, em frente ao 1° Distrito Policial de São Bernardo, pedindo que ocaso do ativista baleado no domingo vire inquérito.

Ele foi levado às pressas ao hospital para uma cirurgia de urgência para a retirada do projétil e seu estado de saúde se mantém estável, respondendo consciente aos estímulos do tratamento médico.

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O advogado Cleiton Coutinho, que o acompanha, disse que o caso foi para o 1° Distrito Policial de São Bernardo do Campo. 

"Para apoiar a investigação, a defesa está solicitando à justiça as imagens das câmeras de segurança, a perícia técnica do local do disparo, a oitiva das testemunhas, que terão igualmente suas identidades protegidas como aponta a Lei de Proteção a Vítimas e Testemunhas, e o prontuário médico completo da vítima”.

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A classificação do boletim de ocorrência está como tentativa de homicídio, mas

com autoria desconhecida e, além disso, não há informações sobre a bala coletada, o que pode trazer mais entendimento sobre a materialidade do objeto do crime. Após a reunião dessas informações, será solicitada às autoridades responsáveis a instauração de um inquérito sobre o crime. "Exigimos a investigação completa do caso, assim como deve acontecer em qualquer situação. Mas não podemos esquecer que se trata de uma tentativa de homicídio contra um militante que está fortalecendo um projeto alvo de ataques constantes. Se for comprovado que o tiro foi acidental, sem a intenção de matar, ainda existe o crime de disparo em via pública que precisa ser responsabilizado", alertou Coutinho.

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