Assaí pode pagar multa de R$ 870 mil por caso de homem que tirou a roupa para provar que não furtou

Um homem negro afirmou ter sido obrigado a tirar a roupa com o objetivo de provar que não havia furtado itens de um supermercado da rede Assaí Atacadista. Por conta do caso, que ocorreu em Limeira (SP), a rede atacadista está sujeita a pagar uma multa que pode chegar a R$ 870 mil

(Foto: Divulgação)


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247 - A Secretaria da Justiça e Cidadania de São Paulo deve mediar uma audiência de conciliação entre a rede Assaí Atacadista e o ajudante geral Luiz Carlos da Silva, um homem negro que afirmou ter sido obrigado a tirar a roupa com o objetivo de provar que não havia furtado itens de um supermercado da marca. Por conta do caso, que ocorreu em Limeira (SP), a rede atacadista está sujeita a receber uma advertência, a pagar uma multa que pode chegar a R$ 870 mil ou até mesmo a ter sua licença estadual cassada. As informações foram publicadas pela coluna de Mônica Bergamo

Uma lei estadual concede à pasta o direito de abrir processos administrativos contra práticas de discriminação racial. Também pode aplicar punições a pessoas físicas e jurídicas. 

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"Quando tomamos conhecimento do caso, imediatamente instauramos o processo administrativo", afirmou o secretário da Justiça de SP, Fernando José da Costa. 

A pasta contatou a defesa de Luiz Carlos da Silva solicitando uma data para a audiência de mediação, que será presidida pelo Tribunal de Justiça de SP. O processo administrativo aberto pelo estado corre paralelamente ao criminal.

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