As vereadoras de Boulos: candidato decreta voto em mulheres sem teto para a Câmara Municipal

Jussara, Tuca e Débora, três mulheres negras que vivem na periferia e compõem o mandato coletivo Juntas, atuam há oito anos ao lado de Guilherme Boulos no MTST

Boulos e as candidatas a vereadoras do mandato Juntas, do MTST
Boulos e as candidatas a vereadoras do mandato Juntas, do MTST (Foto: Reprodução)


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247 - As Juntas, coletivo de mulheres do MTST, são as candidatas apoiadas por Guilherme Boulos, candidato do PSOL à Prefeitura de São Paulo, na disputa por uma vaga na Câmara Municipal. Jussara, Tuca e Débora, três mulheres negras que vivem na periferia, atuam há oito anos ao lado de Boulos no movimento social. 

“As mulheres negras da periferia terão, finalmente, voz como vereadoras”, diz Natália Szermeta, que coordena a campanha das Juntas. Natália é dirigente nacional do MTST e esposa de Boulos.

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“Tá na hora de mudar o jeito de se fazer política na cidade. O único caminho para combater a desigualdade social é dar espaço para quem vive ela no dia-a-dia”, diz Jussara Basso, uma das representantes das Juntas. Liderança dos sem-teto na Zona Sul de São Paulo, Jussara explica que a ideia é criar gabinetes nas periferias, como canais permanentes de consulta do mandato. “Todas as nossas decisões serão construídas coletivamente nos bairros, na periferia”.

“Existem centenas de milhares de mulheres como a gente em São Paulo. Somos iguais. A gente sabe o que é perder um emprego porque não tem vaga na creche pra deixar nossos filhos, o que é não conseguir dormir, passar a noite em claro, porque o aluguel venceu e não tem dinheiro pra nada, nem pro pãozinho na padaria”, diz Tuca, uma referência na ocupação Copa do Povo, na zona Leste. “É essa experiência de vida que não tem, hoje, entre os vereadores”.

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Para Débora, a luta das mulheres do MTST tem que ir além da bandeira da moradia. “No movimento, nós somos a maioria. Há anos a gente luta para que todos tenham o direito a viver com dignidade, mas o que a gente também aprendeu nesses anos todos é que a moradia é só uma parte da vida digna que todos deveriam ter”, diz. “É preciso ir além. Já existem outros mandatos coletivos, como a Juntas, de Pernambuco, que mostraram que é possível, sim, dar uma nova cara para a política”.

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