Após racha com PT, PMDB-RJ não descarta apoiar Aécio
O vice-governador do Rio, Luiz Fernando Pezão, não descartou a possibilidade de a sua legenda apoiar o presidenciável pelo PSDB, Aécio Neves; o posicionamento do peemedebista ocorre um dia após o PT do Rio anunciar a saída do governo Cabral; questionado sobre se a possibilidade de os peemedebistas apoiarem Aécio e a sigla tucana seriam zero, Pezão afirmou: "Zero nunca é. Mas muita água ainda vai rolar. É cedo para falar em eleição"
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Rio 247 – O vice-governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão (PMDB), não descartou a possibilidade de a sua legenda apoiar o senador e presidenciável pelo PSDB, Aécio Neves (MG). O posicionamento do peemedebista ocorre um dia após o PT do Rio anunciar a saída do governo Sérgio Cabral. Pezão informou que irá conversar com o presidente regional do PMDB, Jorge Picciano, para saber qual será o caminho a ser trilhado pela sigla neste ano.
"Aceito apoio de todos os partidos, mas o meu compromisso é com a presidente Dilma. Temos que conversar. Depois do fato consumado (saída do PT do governo Cabral), vou conversar com o presidente do partido (Picciani)", disse o vice-governador. "Até junho, a minha luta é para ter o PT. Se não der certo, vamos ver o que acontece", acrescentou.
Questionado sobre se a possibilidade de os peemedebistas apoiarem Aécio e o PSDB seriam zero, Pezão afirmou: "Zero nunca é. Mas muita água ainda vai rolar. É cedo para falar em eleição", disse. As informações são do jornal O Globo.
De acordo com o deputado federal Marcus Pestana (PSDB-MG), um dos nomes mais próximos a Aécio, "o PSDB quer ter um projeto próprio no Rio, que represente o novo. Mas nos interessa aproximar de várias seções do PMDB, como a do Rio. É possível". "O Sérgio Cabral e o prefeito Eduardo Paes já foram do PSDB. No momento que houver uma ruptura (do PMDB com o PT), pode haver um diálogo com o PSDB", declarou.
Alianças estaduais
O PMDB, principal aliado da presidente Dilma Rousseff (PT) no Congresso Nacional, terá um convenção antecipada do dia 30 de junho para o dia 26 de abril. Segundo o presidente da legenda no Rio, Jorge Picciani, o diretório nacional pretende aprovar um texto condicionando o apoio do partido à reeleição da presidente Dilma apenas se o PT pedir votos para candidatos do PMDB em estados como Rio, Maranhão e Ceará.
"Só nos estados do Ceará, Rio de Janeiro e Bahia já temos 35% dos diretórios. Há dissidências também no Tocantins, Paraná, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Pernambuco. É possível aprovar o fim da aliança nacional com o PT", disse Picciani.
Nessas unidades federativas o clima ainda é tenso. No caso do Rio, por exemplo, o Partido dos Trabalhadores tem como pré-candidato ao governo estadual o senador Lindberg Farias. "Depois da afronta do presidente nacional do PT, Rui Falcão, que foi ao Ceará e, depois, ao Rio de Janeiro, desmanchando duas alianças, é porque o PT está disposto a correr o risco. A soberba do PT é que leva essa posição do PMDB", criticou Picciani.
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