Após pressão da Globo, Fachin adia decisão sobre delação de Cabral
Um dia depois do jornal O Globo cobrar a rejeição do acordo de delação do ex-governador do Rio, o ministro Edson Fachin quer mais tempo para se debruçar sobre o caso, e a decisão deve ficar para 2020. Sérgio Cabral se comprometeu a devolver R$ 380 milhões em propina no acordo com a PF
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247 - O ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), deverá deixar para 2020 a decisão sobre homologação do acordo de delação premiada firmado pelo ex-governador do Rio Sérgio Cabral com a Polícia Federal.
O ministro não tem prazo para responder ao pedido da PF, mas segundo o Broadcast/Estado, Fachin quer mais tempo para se debruçar sobre o caso.
Em editorial publicado nessa quarta-feira, 18, o jornal O Globo pressionou o ministro Edson Fachin a rejeitar a delação de Cabral. "Acontece com Cabral o que ocorreu em certa medida o com o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha. Sua proposta de delação também foi rejeitada. Não acrescentava nada ao que já se sabia", diz o jornal da família Marinho (leia mais no Brasil 247).
Cabral foi cndenado 12 vezes na Operação Lava Jato e está preso desde novembro de 2016. Na delação, mantida sob sigilo, Cabral se comprometeu a devolver aos cofres públicos R$ 380 milhões recebidos como propina enquanto foi governador.
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