Após pressão da Globo, Fachin adia decisão sobre delação de Cabral

Um dia depois do jornal O Globo cobrar a rejeição do acordo de delação do ex-governador do Rio, o ministro Edson Fachin quer mais tempo para se debruçar sobre o caso, e a decisão deve ficar para 2020. Sérgio Cabral se comprometeu a devolver R$ 380 milhões em propina no acordo com a PF

Ministro Edson Fachin durante a sessão da 2ª Turma.
Ministro Edson Fachin durante a sessão da 2ª Turma. (Foto: Rosinei Coutinho/SCO/STF (03/09/2019))


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247 -  O ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF),  deverá deixar para 2020 a decisão sobre homologação do acordo de delação premiada firmado pelo ex-governador do Rio Sérgio Cabral com a Polícia Federal.  

O ministro não tem prazo para responder ao pedido da PF, mas segundo o Broadcast/Estado, Fachin quer mais tempo para se debruçar sobre o caso.  

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Em editorial publicado nessa quarta-feira, 18, o jornal O Globo pressionou o ministro Edson Fachin a rejeitar a delação de Cabral.  "Acontece com Cabral o que ocorreu em certa medida o com o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha. Sua proposta de delação também foi rejeitada. Não acrescentava nada ao que já se sabia", diz o jornal da família Marinho (leia mais no Brasil 247).

Cabral foi cndenado 12 vezes na Operação Lava Jato e está preso desde novembro de 2016. Na delação, mantida sob sigilo, Cabral se comprometeu a devolver aos cofres públicos R$ 380 milhões recebidos como propina enquanto foi governador. 

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