Após eleição, prefeito de Guarulhos quer extinguir autarquia e demitir cerca de cinco mil
Guti foi reeleito em segundo turno no dia 29 de novembro. Dia 16 de dezembro, sem qualquer prévio aviso, mandou projeto à Câmara, que extingue a Proguaru e desemprega 4,6 mil Servidores
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247 - Os funcionários da autarquia Proguaru, em Guarulhos, estão apreensivos com a decisão do prefeito do município reeleito, Gustavo Henric Costa, conhecido como Guti (PSD), que mandou projeto à Câmara dos Vereadores para extinguir a autarquia em um prazo de até dois anos.
Guti foi eleito em segundo turno no dia 29 de novembro. Dia 16 de dezembro, sem qualquer prévio aviso, mandou projeto à Câmara, que extingue a Proguaru e desemprega 4,6 mil Servidores.
O Sindicato dos Servidores Municipais (Stap) divulgou carta aberta ao Prefeito e Vereadores criticando o que chamou de "massacre".
“Não cometam esse massacre contra os trabalhadores e suas famílias... diariamente, o ano todo, de domingo a domingo, 24 horas por dia, os Servidores da Proguaru trabalham por nossa cidade; esse trabalho ficou ainda mais pesado por causa da Covid-19”, destaca o documento, que salienta que os servidores da Proguaru são operacionais que na pandemia, assumiram a linha de frente na limpeza e higienização de Unidades Básicas de Saúde e outras instalações da rede pública.
“Na limpeza de ruas e praças; na limpeza das unidades de saúde; nas entradas de escolas; metendo a mão na sujeira; tapando buraco; consertando bueiro - todo dia o cidadão guarulhense testemunha esse trabalho duro e incansável dos companheiros”, destaca outro trecho da carta.
A categoria pressiona para derrubar a proposta e, juntamente com os movimentos sindicais e com apoio de alguns parlamentares, se mobilizaram nesta quinta-feira (17), em frente às regionais da empresa e, após uma assembleia, seguiram em caminhada até à Câmara Municipal de Guarulhos para exigir a retirada da proposta
Mais de duas mil pessoas participaram do ato. O ataque aos 4,6 mil Servidores - média salarial de R$ 1.400,00 - atinge também suas famílias. “A maldade afetará mais de 18 mil pessoas. Essa gente pobre será empurrada pra miséria”, critica Pedro Zanotti Filho, presidente do Sindicato.
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