Após declaração de Torquato, clima entre Planalto e autoridades do Rio azeda de vez

O clima entre o Planalto e o governo do Rio, que já não estava bom, azedou de vez; um dia após ser acusado pelo ministro da Justiça, Torquato Jardim, de ser conivente com a corrupção na Polícia Militar, o governo estadual partiu nesta quarta-feira para o contra-ataque: anunciou que vai interpelá-lo judicialmente por meio de uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF)

Brasília - O novo ministro da Transparência, Fiscalização e Controle, Torquato Jardim, durante entrevista coletiva no Palácio do Planalto (Marcelo Camargo/Agência Brasil)
Brasília - O novo ministro da Transparência, Fiscalização e Controle, Torquato Jardim, durante entrevista coletiva no Palácio do Planalto (Marcelo Camargo/Agência Brasil) (Foto: Giuliana Miranda)


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Rio 247 - Um dia após ser acusado pelo ministro da Justiça, Torquato Jardim, de ser conivente com a corrupção na Polícia Militar, o governo estadual partiu nesta quarta-feira para o contra-ataque: anunciou que vai interpelá-lo judicialmente por meio de uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF).

A decisão foi tomada durante uma reunião no Palácio Guanabara, da qual participaram o governador Luiz Fernando Pezão, o secretário de Segurança, Roberto Sá, o comandante-geral da PM, coronel Wolney Dias, e oficiais que estão à frente de 44 batalhões. O estado subiu o tom, e, de Brasília, veio uma resposta igualmente dura. O vice-líder do governo na Câmara dos Deputados, Darcísio Perondi (PMDB-RS), saiu em defesa de Torquato afirmando que “o Rio é quase um caso perdido”. Um sinal de que o Planalto não está disposto a pôr panos quentes na crise instalada pela metralhadora giratória do ministro da Justiça.

— Ele (Torquato) foi sincero. Às vezes, a sinceridade machuca. O Rio é quase um caso perdido — disse Perondi.

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Após participar de um evento em Brasília com a presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, e o ministro da Educação, Mendonça Filho, Torquato não manifestou preocupação com a iniciativa do governo estadual de questioná-lo na Justiça.

— Essas reações são normais — disse o ministro, que não quis fazer novos comentários sobre a segurança pública do Rio: — Já falei o que tinha que falar.

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As informações são de reportagem de O Globo.

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