Apoio a Lindbergh pode levar PMDB a retaliar PT

Em virtude da pré-candidatura do senador Lindberg Farias (PT-RJ) ao governo do Rio, o PMDB fluminense ameaça não apoiar a reeleição da presidente Dilma Rousseff em 2014, e sim o senador do PSDB Aécio Neves; peemedebistas querem os petistas apoiando o nome do vice-governador do Rio, Luiz Fernando Pezão, na próxima eleição

Em virtude da pré-candidatura do senador Lindberg Farias (PT-RJ) ao governo do Rio, o PMDB fluminense ameaça não apoiar a reeleição da presidente Dilma Rousseff em 2014, e sim o senador do PSDB Aécio Neves; peemedebistas querem os petistas apoiando o nome do vice-governador do Rio, Luiz Fernando Pezão, na próxima eleição
Em virtude da pré-candidatura do senador Lindberg Farias (PT-RJ) ao governo do Rio, o PMDB fluminense ameaça não apoiar a reeleição da presidente Dilma Rousseff em 2014, e sim o senador do PSDB Aécio Neves; peemedebistas querem os petistas apoiando o nome do vice-governador do Rio, Luiz Fernando Pezão, na próxima eleição (Foto: Leonardo Lucena)


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Rio247 – Em virtude da pré-candidatura do senador Lindberg Farias (PT-RJ) ao governo do Rio, o PMDB fluminense prepara uma retaliação contra o Partido dos Trabalhadores e ameaça não apoiar a presidente Dilma Rousseff (PT), que tentará a reeleição em 2014. A decisão sobre apoiar ou não a chefe do Executivo federal será tomada na convenção nacional do PMDB, na qual cada diretório regional tem um peso nas votações e o do Rio responde por 15% dos votos. Os peemedebistas querem que o Partido dos Trabalhadores apoie a candidatura do vice-governador do Rio, Luiz Fernando Pezão, que, assim como o governador Sérgio Cabral, integra o PMDB. Caso Farias se saia candidato, o PMDB cogita apoiar o presidenciável e senador Aécio Neves (PSDB-MG).

O posicionamento da legenda peemedebista no Rio veio quatro dias após o presidente nacional do PT, Rui Falcão, defender a candidatura do senador Lindberg Farias ao Executivo fluminense. "O PT tem que decidir se quer o Planalto ou o estado. Não existe aliança só de um lado. Não haverá palanque duplo no Rio", declarou o líder do PMDB na Câmara Federal, Eduardo Cunha.

Diante deste cenário político do estado do Rio, o secretário-geral do PMDB no estado, Carlos Alberto Muniz, mandou um recado para o PT: "O que está claro e é importante o PT saber é que temos a hegemonia política no estado, a esmagadora maioria das prefeituras, o governo do estado e nossa bancada federal. Não prevalecerá uma aventura (de lançar Lindbergh) que destrua o que está dando certo", disse.

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Por sua vez, o senador Lindberg Farias minimizou a possibilidade do PMDB fluminense apoiar o pré-candidato do PSDB ao Palácio do Planalto, senador Aécio Neves (MG). "E o Aécio vai querer?", questionou. Nesta quinta-feira (17), Rui Falcão e o governador do Rio, Sérgio Cabral terão um encontro para discutir a formação de palanques naquele estado, bem como a reeleição da presidente Dilma. As informações são do jornal O Globo.

A preferência do PT em lançar o senador Lindberg Farias ao governo do Rio ao invés de apoiar o PMDB de Sérgio Cabral mostra, também, o quanto o gestor está desgastado, sobretudo após a avalanche de protesto que ainda ocorre no Rio e do desaparecimento do ajudante de pedreiro Amarildo, além de ter sido denunciado por uso irregular de helicóptero.

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Cabral também sofreu intenso desgaste por conta de desapropriação de propriedades de pequenos agricultores do Açu para dar lugar à construção do porto concebido pelo empresário Eike Batista, o chamado Complexo Portuário de Açu, em São João da Barra, Norte do estado. Segundo os desapropriados, tanto a Companhia de Desenvolvimento Industrial do Estado do Rio de Janeiro (CODIN) como a empresa LLX, de Eike, usaram da violência para retirar os moradores dos seus imóveis.

Vale ressaltar, ainda, que, na pesquisa CNI/Ibope, divulgada em julho, que avaliou a aprovação de 11 governadores do país, Cabral teve o pior desempenho. Somente 12% dos entrevistados no estado acham o governo de Cabral bom ou ótimo. No campo partidário, legendas de peso como o PSB e o PCdoB já estão de saída da gestão do peemedebista.

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