Amarildo: PMs disseram ter de ocultar provas do crime

Quatro mulheres soldados da PM do Rio disseram ao MPPE que foram obrigadas a esconder as provas da tortura sofrida pelo ajudante de pedreiro Amarildo de Souza; elas também revelaram que foram compelidas a dar declarações pré-combinadas aos investigadores do caso; os depoimentos foram obtidos pelo programa "Bom Dia Rio", da TV Globo

Quatro mulheres soldados da PM do Rio disseram ao MPPE que foram obrigadas a esconder as provas da tortura sofrida pelo ajudante de pedreiro Amarildo de Souza; elas também revelaram que foram compelidas a dar declarações pré-combinadas aos investigadores do caso; os depoimentos foram obtidos pelo programa "Bom Dia Rio", da TV Globo
Quatro mulheres soldados da PM do Rio disseram ao MPPE que foram obrigadas a esconder as provas da tortura sofrida pelo ajudante de pedreiro Amarildo de Souza; elas também revelaram que foram compelidas a dar declarações pré-combinadas aos investigadores do caso; os depoimentos foram obtidos pelo programa "Bom Dia Rio", da TV Globo (Foto: Leonardo Lucena)


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Rio247 – Quatro mulheres soldados da Polícia Militar do Rio disseram ao Ministério Público Estadual (MPPE) que foram obrigadas a esconder as provas da tortura sofrida pelo ajudante de pedreiro Amarildo de Souza, no dia 14 de julho, na comunidade da Rocinha, Zona Sul do Rio. Elas também revelaram que foram compelidas a dar declarações pré-combinadas aos investigadores do caso. Os depoimentos foram obtidos pelo programa "Bom Dia Rio", da TV Globo.

As soldados afirmaram que só tiveram coragem de conceder as declarações após a prisão de policiais militares envolvidos no crime. Dos vinte e cinco PMs denunciados, 13 estão presos, inclusive o major Edson Santos, ex-comandante da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP), onde Amarildo foi torturado.

Uma das soldados disse que o ex-comandante se reuniu com policiais, com a presença de um advogado, para marcar um pré-depoimento. De acordo com ela, todos os PMs receberam orientações sobre que deveriam dizer aos investigadores. Curiosamente, outro programa da TV Globo, "Fantástico", obteve imagens que mostram uma das reuniões feitas pelo PM, numa calçado do Centro do Rio.

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O ajudante de pedreiro foi torturado dentro de um contêiner, que foi transformado em um depósito para atrapalhar as apurações do caso. Com base nas investigações, a promotora Carmen Eliza de Carvalho revelou como foi a conduta de uma das PMs, Rachel de Souza, no momento em que Amarildo estava sendo torturado. Ela integra um grupo de 25 PMs que se tornaram réus no caso.

"Todo mundo ouvindo o que estava acontecendo, uma óbvia tortura ali. E aí a Rachel fala: 'Com esse barulho não dá pra trabalhar'. Não é assim: 'O que está acontecendo? Alguém está sendo torturado? 'É 'com esse barulho não dá pra trabalhar'", afirmou a promotora.

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Por sua vez, a soldado Thais Rodrigues Gusmão disse que recebeu ordens do major Edson Santos para ir ao Parque Ecológico da Rocinha, ao lado da UPP da Rocinha, a fim de apagar as luzes da área. Thais afirmou, ainda, que permaneceu no parque com outros três PMs que não informaram o que faziam no local.

Além disso, outro PM disse que os PMs da UPP retiraram do telhado um objeto que se assemelhava a um corpo. O curioso é que Thais disse que viu o major Edson Santos e outros cinco policiais descendo do alto da mata, aumentando a suspeita de que o corpo de Amarildo foi enterrado nas proximidades da UPP. Mas o cadáver do ajudante de pedreiro continua desaparecido.

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