Amarildo: mais 13 policiais podem ser denunciados
O Ministério Público deverá entregar ainda nesta semana o complemento da denúncia contra PMs envolvido no crime, depois de ouvir mais um depoimento de um policial militar
✅ Receba as notícias do Brasil 247 e da TV 247 no canal do Brasil 247 e na comunidade 247 no WhatsApp.
Rio247 – Mais 13 policiais poderão ser incluídos na denúncia envolvendo o desaparecimento e a morte do ajudante de pedreiro Amarildo de Souza, no dia 14 de julho, durante a Operação Paz Armada, contra o tráfico de drogas na comunidade da Rocinha, Zona Sul do Rio. Vale ressaltar dez policiais já estão detidos na Unidade Especial Prisional da Polícia Militar (PM), em Bangu, Zona Oeste da capital fluminense.
O Ministério Público deverá entregar ainda nesta semana o complemento da denúncia contra PMs envolvido no crime, depois de ouvir mais um depoimento de um policial militar. Segundo o Globo, os promotores do Grupo de Atenção Especial ao Combate ao Crime Organizado (Gaeco) já teriam provas com o objetivo de descrever a conduta de cada um dos acusados de torturar Amarildo num contêiner dentro da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da Rocinha.
As investigações da Divisão de Homicídios (da Polícia Civil), da 8ª Delegacia Judiciária da Polícia Militar e do Gaeco, apontam que, durante a tortura sofrida por Amarildo, ao menos 23 PMs estavam na UPP. Desse total, 13 policiais teriam tido participação direta no crime.
Na fase atual das apurações, o Gaeco está aguardando o resultado das perícias que foram realizadas no contêiner e num balde que teria sido usado pelos policiais com o intuito de afogar o ajudante de pedreiro. Até este domingo (20), 137 pessoas prestaram depoimentos sobre o caso Amarildo e acerca de supostas torturas de outros 22 moradores da Rocinha.
Assine o 247, apoie por Pix, inscreva-se na TV 247, no canal Cortes 247 e assista:
Comentários
Os comentários aqui postados expressam a opinião dos seus autores, responsáveis por seu teor, e não do 247