Alesp aprova novo plano de carreira para professores sob protestos
Sindicato dos professores criticou junção de pautas e regime de remuneração por subsídio
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247 - Sob fortes protestos e em clima de tensão, a Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) aprovou, nesta terça-feira, 29, o projeto de lei que institui plano de carreira para professores do ensino médio e fundamental, diretores de escola e supervisores educacionais da rede estadual pública. Foram 49 votos favoráveis e apenas 1 contra.
A proposta, apoiada pelo governador, João Doria, e pelo secretário de Educação, Rossieli Soares, traz a possibilidade de elevar o piso salarial da categoria no estado em 73%, mas faz com que educadores passem a integrar o regime de remuneração por subsídio, o que exclui a incorporação de gratificações, bônus ou prêmios atualmente existentes. A adesão é facultativa.
Outro ponto criticado pelo Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeosp) e deputados da oposição foi a junção da proposta com a pauta do reajuste salarial de 10% para quem não aderir ao plano de carreira. Eles queriam uma votação separada para cada pauta e classificaram a união como chantagem.
"A separação é uma questão de justiça", afirmou a deputada estadual Professora Bebel (PT), que preside a Apeoesp.
"Rossieli entrará para a história como o secretário mais trágico. Sua presença no Poder Executivo é uma desonra e um escárnio à Educação. Mas não vamos esmorecer", disse Bebel.
"Ele e todos os seus carregarão em suas biografias as digitais de uma farsa. As eleições ocorrerão em breve. Lembraremos dele e dos partícipes do desdém com a Educação e com seus profissionais em São Paulo", acrescentou ela.
O governo estadual argumenta que o projeto torna a carreira mais atrativa.
"A proposta torna a carreira mais atraente. A gente precisa de cada vez mais jovens interessados em ser docentes", disse o subsecretário de Articulação Regional da Secretaria Estadual de Educação (Seduc), Patrick Tranjan, conforme a Folha de S.Paulo.
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