Acusado de matar Marielle negociou retirada de caça-níqueis com o chefe de investigações

O sargento reformado da PM Ronnie Lessa trocou várias mensagens com o ex-chefe de investigação da 16ª DP (Barra da Tijuca), Jorge Luiz Camillo, responsável por investigar milícia na Muzema

(Foto: Divulgação)


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247 - O Ministério Público do Rio de Janeiro apontou que havia uma "relação promíscua" entre o sargento reformado da PM Ronnie Lessa — acusado de assassinar a vereadora Marielle Franco (PSOL) e o motorista Anderson Gomes — e o ex-chefe de investigação da 16ª DP (Barra da Tijuca), Jorge Luiz Camillo. 

Segundo reportagem dos jornalistas Chico Otávio e Vera Araújo, publicada no jornal Extra nesta segunda-feira, 3, os dois trocaram diversas mensagens por telefone entre setembro e outubro de 2018, onde Lessa teria negociado com Camillo a liberação de máquinas caça-níqueis apreendidas em um bingo clandestino do sargento reformado por policiais do 31º BPM (Recreio) em 25 de julho de 2018 e levadas para a 16ª DP.

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Segundo a denúncia do MP do Rio, Lessa e Camillo se encontraram pelo menos duas vezes para tratar da liberação das máquinas. Num dos diálogos, Lessa diz que os caminhões estão chegando à unidade para retirar os equipamentos. Camillo, que foi preso na semana passada por suspeita de favorecer milicianos que deveria investigar, responde com um emoji, com uma mão fazendo sinal de positivo.

Preso nesta quinta-feira durante a operação Os Intocáveis II, o policial civil Jorge Luiz Camillo Alves é chefe do Setor de Investigações (SI) da 16ª DP (Barra da Tijuca). O cargo de Camillo era o mais importante da delegacia, pois ele chefiava o Grupo de Investigação Complementar (GIC), ou seja, todas as investigações complexas passavam por ele. Ele tratava direto com a delegada, sem intermediários.

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