Acordo faz acusado de corrupção receber R$ 155 mil do Corinthians

Ex-gerente da base do Corinthians, Fabio Barrozo recebeu uma indenização de R$ 155 mil do clube. Do final de 2015 a março de 2016, ele teve seu nome envolvido em um escândalo: uma intermediação para venda de 20% dos direitos do meia Alyson José da Mota. A negociação envolveu um agente de futebol licenciado pelos EUA e que também integra a American Airlines

Fabio Barrozo
Fabio Barrozo (Foto: Luiz Guilherme de Martin/Ponte Preta)


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247 - Ex-coordenador da base do Corinthians, Fabio Barrozo recebeu uma indenização de R$ 155 mil do clube. Do final de 2015 a março de 2016, ele teve seu nome envolvido em um escândalo. Trata-se de uma intermediação para venda de 20% dos direitos econômicos do meia Alyson José da Mota, uma das promessas da equipe sub-15 na época. O empresário Julio Cesar Polizeli vendeu a porcentagem ao Helmut Niki Apaza por R$ 60 mil (cerca de R$ 300 mil em valores atuais), de acordo com o jornal Folha de S.Paulo. O norte-americano é agente de futebol licenciado pela Federação dos Estados Unidos e piloto da American Airlines.

Niki depois acusou o departamento de futebol do Corinthians de lhe ter dado cartas de intermediação sem valor legal com o objetivo prospectar negócios para a agremiação. Ele disse ter pago US$ 50 mil (R$ 250 mil) pelo documento, que estava assinado por Barrozo, que pediu demissão após sindicância interna do clube alvinegro. 

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"Eu fui acusado de corrupção. Mas quem acusou as duas partes na Justiça fui eu. Entrei na Justiça contra o Niki por calúnia, injúria e difamação. Acusei o Corinthians de coação de pedido de demissão. Mas esse caso está em segredo de Justiça e não posso comentar", afirmou Barrozo. "Edu [Eduardo Ferreira, então diretor de futebol profissional] e Mané [da Carne, conselheiro] pediram para eu não ir. Essa é a verdade", acrescentou.

O ex-coordenador da base também afirmou que o presidente Andrés Sanchez pediu que saísse calado. "Eu apanhei calado por muito tempo. Apanhei porque a gerência de um departamento de futebol amador de uma grande equipe é um cargo de confiança, e acontece muita coisa que você não pode expor", contou.

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Na época, o então presidente do Corinthians, Roberto de Andrade, afirmou não conhecer Helmut Niki, o que deixou Barrozo indignado. "O Niki frequentava o Parque São Jorge desde 2015, levado pelo seu Mané. Na Florida Cup de 2016 ele estava no mesmo hotel da delegação, ele ia jantar junto com os diretores".

Barrozo disse ter assinado várias cartas, com autorização superior, para que empresários pudessem prospectar negócios. "Então o presidente tinha ou não tinha ciência? Tinha. Quem fez a intermediação? O NIki. Ele não era um segredo no clube. Não é que o Barrozo pegou um americano, fez tudo sozinho, o levou para o Corinthians escondido por um túnel", finaliza.

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Em nota, o Corinthians apresentou resposta em nome do presidente Andrés Sanchez e de Eduardo Ferreira, afirmando que a sindicância interna do clube não comprovou qualquer irregularidade dos diretores. 

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