‘A presidente escolheu uma pauta que vai contra nós’
Senador petista Lindbergh Farias (RJ), que nessa semana se disse "traído" pela presidente após a aprovação do projeto que abre o pré-sal para empresas estrangeiras, acredita que seja um "movimento consciente" se afastar das políticas do partido; "A presidente escolheu uma pauta que vai contra os nossos"; para o parlamentar, "se Dilma for nesse caminho [do ajuste fiscal, na economia], podemos em dois anos perder as conquistas de 12 anos"; petista diz ainda que Dilma "tem a ilusão de que pode diminuir essa raiva contra ela apresentando uma agenda desse tipo, se rendendo a um outro projeto (...). Ela nem vai conseguir acalmar os que estão contra ela no andar de cima e pode acabar perdendo a base dela"
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Rio 247 – Dias depois de dizer que a presidente Dilma Rousseff "traiu" os senadores do PT ao firmar um acordo com PMDB e oposição para aprovar o projeto de abertura do pré-sal, de autoria do senador José Serra (PSDB-SP), o senador Lindbergh Farias (PT-RJ) avalia, em entrevista a Luciana Nunes Leal, do Estado de S. Paulo, que este deve ser um "movimento consciente" da presidente, de afastamento do PT.
"Minha tese é que a pauta que a Dilma está escolhendo vai contra a gente. É um movimento, na minha avaliação, consciente por parte da presidente de se afastar das nossas políticas, dos nossos programas", disse o senador, um dos maiores críticos à linha econômica adotada pelo governo, que adota os juros altos e defende o ajuste fiscal. "A reforma da presidente colide diretamente com o movimento sindical, com as nossas bases", acrescenta Lindbergh.
Na opinião do parlamentar, "se Dilma for nesse caminho, podemos em dois anos perder as conquistas de 12 anos". Segundo ele, o afastamento entre Dilma e PT "é muito mais dela do que nosso". "Fico pensando até se não é algo consciente, se afastar do PT, tentar construir uma agenda com parte da oposição, o que a gente viu na votação do pré-sal foi isso. Quer passar a ideia de que é presidente de todo o País", analisa o petista.
Lindbergh acrescenta: "Ela tem a ilusão de que pode diminuir essa raiva contra ela, a favor do impeachment, apresentando uma agenda desse tipo, se rendendo a um outro projeto. Ela acha que vai acalmar e pacificar o País com isso. Ela nem vai conseguir acalmar os que estão contra ela no andar de cima e pode acabar perdendo a base dela". Segundo ele, o ato marcado para 31 de março contra o impeachment será "diferente", com um "tom muito mais crítico a ela".
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