99 mentiu à CPI dos Aplicativos sobre valores das taxas cobradas dos motoristas
Prints obtidos pelo colegiado mostram que em alguns casos a 99 chega a ficar com mais de 60% do valor da corrida
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247 - A CPI dos Aplicativos de Transporte da Câmara Municipal de São Paulo obteve acesso a prints de telas de celulares que comprovam que o diretor de políticas públicas da 99, Diogo Santos, mentiu ao colegiado ao afirmar que as tarifas cobradas dos motoristas variam entre 10% e 40%, com valor médio de 14%. Segundo reportagem do The Intercept Brasil, os prints obtidos pelo colegiado mostram que em alguns casos a 99 chega a ficar com mais de 60% do valor da corrida.
“Com os 40% restantes, o motorista deve pagar a gasolina utilizada, a depreciação do seu veículo e, se der, ter algum lucro. Em um dos casos apresentados, em uma corrida de R$ 15,06, o motorista ficou com R$ 6,65 – valor que, em São Paulo, mal paga um litro de gasolina. A diferença de 61,4% foi para os cofres da companhia. Outras duas imagens mostram a cobrança de tarifas de 56% e 41%”, ressalta o Intercept.
Segundo a assessoria de imprensa da 99, os “supostos fatos” serão esclarecidos à Comissão, por escrito, dentro do prazo estabelecido”. Sobre o cálculo utilizado nas taxas praticadas, a empresa informou que existe uma “equação que envolve demanda e oferta, podendo ter o seu valor final afetado por variantes como excesso de trânsito, chuva ou aumento de pedidos de carros por app”.
Além da 99, a CPI também investiga as taxas cobradas pelo Uber. O objetivo é apurar se as empresas teriam incorrido na prática de evasão fiscal ao transferir suas sedes para Osasco, município vizinho da capital, e as relações de trabalho que mantêm com os motoristas e entregadores de forma velada.
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