Youssef volta a dizer que não fez repasse a Palocci

Mesmo com habeas corpus que lhe garantiu o direito de ficar calado, o doleiro Alberto Youssef voltou a dizer à CPI da Petrobras nesta terça-feira, 15, durante acareação com o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, que não fez repasses ao ex-ministro Antônio Palocci; ele disse que um outro colaborador da Lava Jato vai esclarecer o assunto; suposto repasse de R$ 2 milhões foi dito em delação premiada por Paulo Roberto Costa e teria servido para a campanha da presidente Dilma Rousseff de 2010; é a principal divergência entre as declarações de Youssef e Costa

Mesmo com habeas corpus que lhe garantiu o direito de ficar calado, o doleiro Alberto Youssef voltou a dizer à CPI da Petrobras nesta terça-feira, 15, durante acareação com o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, que não fez repasses ao ex-ministro Antônio Palocci; ele disse que um outro colaborador da Lava Jato vai esclarecer o assunto; suposto repasse de R$ 2 milhões foi dito em delação premiada por Paulo Roberto Costa e teria servido para a campanha da presidente Dilma Rousseff de 2010; é a principal divergência entre as declarações de Youssef e Costa
Mesmo com habeas corpus que lhe garantiu o direito de ficar calado, o doleiro Alberto Youssef voltou a dizer à CPI da Petrobras nesta terça-feira, 15, durante acareação com o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, que não fez repasses ao ex-ministro Antônio Palocci; ele disse que um outro colaborador da Lava Jato vai esclarecer o assunto; suposto repasse de R$ 2 milhões foi dito em delação premiada por Paulo Roberto Costa e teria servido para a campanha da presidente Dilma Rousseff de 2010; é a principal divergência entre as declarações de Youssef e Costa (Foto: Aquiles Lins)


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247 com Agência Câmara - Mesmo com habeas corpus que lhe garanti o direito de ficar calado, o doleiro Alberto Youssef voltou a dizer à CPI  da Petrobras nesta terça-feira, 15, durante acareação com o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, que não fez repasses ao ex-ministro Antônio Palocci. Ele disse que um outro colaborador da Lava Jato vai esclarecer o assunto. 

O suposto repasse de R$ 2 milhões foi dito em delação premiada por Paulo Roberto Costa e teria servido para a campanha da presidente Dilma Rousseff de 2010. É a principal divergência entre as declarações de Youssef e Costa.

Youssef é apontado pelo Ministério Público como o centro do esquema. O doleiro é acusado de operacionalizar a entrega do dinheiro das empresas para os destinatários, por meio de empresas de fachada, transferências para contas no exterior, operações de importação fictícias e entregas em espécie.

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O doleiro comparece à CPI munido de um habeas corpus concedido pelo ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal, que dá a ele o direito de não responder as perguntas.

Youssef é acusado pela Polícia Federal de cometer 3.649 vezes o crime de evasão de divisas e ter remetido para o exterior US$ 450 milhões entre 2011 e 2013. À Polícia Federal, além de admitir o pagamento de propinas em troca de contratos da Petrobras, disse que parte do pagamento foi feita para partidos políticos (PP, PT e PMDB). Ele e Paulo Roberto Costa, segundo denúncias do Ministério Público (admitidas por eles) operavam para o PP.

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Em depoimento à CPI da Petrobras em Curitiba (PR), em maio, ele admitiu que passaram por ele cerca de R$ 200 milhões no esquema de desvio de dinheiro e pagamento de propina na Petrobras.

Diretor da Petrobras
Paulo Roberto Costa reforçou grande parte das acusações feitas por Youssef. O ex-diretor de Refino e Abastecimento da Petrobras contou à Justiça Federal que diretorias comandadas por PT, PMDB e PP recolhiam propinas sobre todos os contratos da petroleira.

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Costa integrou a diretoria da estatal entre 2004 e 2012, nos governos Lula e Dilma. Foi escolhido diretor por indicação do PP. Disse que as indicações políticas eram feitas nas outras diretorias para beneficiar partidos políticos (PT, PP e PMDB). Segundo ele, a parte que cabia ao PT era repassada ao tesoureiro João Vaccari Neto.

No caso da Diretoria de Abastecimento, ocupada por ele, a propina era de 3% sobre os contratos. Desse total, 2% ficavam com o PT e 1% para o PP. Esse 1% era usado às vezes para pagar o PMDB e o PT, e uma vez o PSDB. Mas em geral era dividido da seguinte maneira: 60% para o partido, 20% para custear a operacionalização e 20% para ele e eventualmente para Youssef.

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Divergência
A acareação entre Costa e Youssef foi pedida pelos deputados dos deputados Onyx Lorenzoni (DEM-RS) e Celso Pansera (PMDB-RJ). Os deputados querem que eles expliquem divergências encontradas nos depoimentos que prestaram à Justiça Federal. A principal delas tem relação com a campanha eleitoral de 2010 da presidente Dilma Rousseff. Costa disse que o ex-ministro Antonio Palocci pediu na época R$ 2 milhões para a campanha, dinheiro que teria sido disponibilizado por Alberto Youssef. Youssef, em depoimento à CPI, negou ter recebido o pedido e disse não conhecer Palocci.

Eduardo Cunha
Youssef também acusou o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, de envolvimento em recebimento de propina, no caso de contratação de estaleiros para a construção de navios-sonda. Cunha foi denunciado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro na semana passada pelo Ministério Público, mas o STF ainda não aceitou a denúncia. Ele nega.

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