Wesley resume o Brasil pós-Temer: colaboradores presos, delatados soltos

"Estamos vendo colaboradores sendo punidos e perseguidos pelas verdades que disseram. Isso fez o Brasil se olhar no espelho, mas como ele não gostou do que viu, temos delatores presos e delatados soltos", declarou o empresário Wesley Batista, um dos controladores do grupo J&F, em reunião conjunta da CPMI da JBS e da CPI do BNDES; assista

"Estamos vendo colaboradores sendo punidos e perseguidos pelas verdades que disseram. Isso fez o Brasil se olhar no espelho, mas como ele não gostou do que viu, temos delatores presos e delatados soltos", declarou o empresário Wesley Batista, um dos controladores do grupo J&F, em reunião conjunta da CPMI da JBS e da CPI do BNDES; assista
"Estamos vendo colaboradores sendo punidos e perseguidos pelas verdades que disseram. Isso fez o Brasil se olhar no espelho, mas como ele não gostou do que viu, temos delatores presos e delatados soltos", declarou o empresário Wesley Batista, um dos controladores do grupo J&F, em reunião conjunta da CPMI da JBS e da CPI do BNDES; assista (Foto: Gisele Federicce)


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Por Antonio Vital, da Agência Câmara - Em reunião conjunta da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga a JBS e da CPI do BNDES (do Senado), o empresário Wesley Batista, um dos controladores do grupo J&F, negou ter descumprido as cláusulas do seu acordo de colaboração judicial e se disse injustiçado por estar preso enquanto as pessoas que delatou estão soltas.

"Estamos vendo colaboradores sendo punidos e perseguidos pelas verdades que disseram. Isso fez o Brasil se olhar no espelho, mas como ele não gostou do que viu, temos delatores presos e delatados soltos", disse.

Questionado pelo presidente da CPMI, senador Ataídes Oliveira (PSDB-TO), Batista falou que não vai responder perguntas de deputados e senadores. "Mas tão logo seja resolvida a pendência relativa à minha colaboração, me coloco à disposição para dar as informações necessárias".

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Wesley Batista disse não estar arrependido de colaborar com a Justiça e descreveu o processo de delação premiada como uma decisão "difícil e solitária" e classificou a reviravolta dos benefícios que obteve com a colaboração como um "retrocesso". "Na condição que me encontro, descobri que o processo é imprevisível e inseguro".

Os irmãos Wesley e Joesley Batista estão presos, suspeitos de usar informações privilegiadas para obter lucro com compra de dólares e venda de ações da própria JBS antes da divulgação do acordo de colaboração que fizeram com o Ministério Público.

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Eles são acusados de fazer as operações financeiras entre os dias 3 de maio, quando foi assinado o acordo de delação premiada, e 17 de maio, data em que foi divulgada a gravação entre Joesley e o presidente Michel Temer, quando o acordo de colaboração se tornou público.

O presidente da CPMI, Ataídes Oliveira, avisou que os parlamentares vão fazer as perguntas que quiserem, mesmo com a recusa de Batista de responder.

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O empresário depôs na condição de convocado, no plenário 2 da ala Nilo Coelho, no Senado.

A reunião já foi encerrada. Confira como foi a oitiva no canal oficial da Câmara dos Deputados no YouTube.

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