Vigilante: Raul Castro se posicionou contra o golpe
O deputado distrital Chico Vigilante (PT) lembrou que o presidente de Cuba, Raul Castro, ordenou a volta dos profissionais do programa Mais Médicos, que atuam no Brasil, a voltarem para a Ilha Caribenha; "O que Castro quis na verdade dizer quando alegou 'razões políticas para chamar de volta os médicos?' Com esta medida ele deixa claro estar se posicionando contra o golpe no Brasil e o governo interino Temer, que não economizam ocasiões para criticar o governo cubano e demonstrar seu total desconhecimento do significado da importância da união das nações latino americanas", afirmou o parlamentar
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Brasília 247 - O deputado distrital Chico Vigilante (PT) lembrou que o presidente de Cuba, Raul Castro, ordenou a volta dos profissionais do programa Mais Médicos, que atuam no Brasil, a voltarem para a Ilha Caribenha.
"O que Castro quis na verdade dizer quando alegou 'razões políticas para chamar de volta os médicos?' Com esta medida ele deixa claro estar se posicionando contra o golpe no Brasil e o governo interino Temer, que não economizam ocasiões para criticar o governo cubano e demonstrar seu total desconhecimento do significado da importância da união das nações latino americanas", afirmou o parlamentar.
Segundo Vigilante, "o governo cubano é contra o golpe no Brasil mas demonstra respeito e preocupação com o povo brasileiro". "Apesar de decisão de retirar médicos cujo contrato termina em agosto, o governo decidiu prorrogar sua retirada para novembro para que a população brasileira não fique desprovida de atendimento médico durante as olimpíadas e as eleições municipais de outubro deste ano", complementou.
Leia a nota na íntegra:
O presidente cubano Raul Castro ordenou em nota da Embaixada cubana no Brasil, que 1672 médicos cubanos do programa Mais Médicos, instituído pelo governo petista, retornem a Cuba.
O que Castro quis na verdade dizer quando alegou "razões políticas para chamar de volta os médicos? "
Com esta medida ele deixa claro estar se posicionando contra o golpe no Brasil e o governo interino Temer, que não economizam ocasiões para criticar o governo cubano e demonstrar seu total desconhecimento do significado da importância da união das nações latino americanas.
Na verdade, a solidariedade humanitária do governo cubano de enviar para o Brasil, Venezuela e vários países africanos médicos cubanos e vacinas produzidas no país para tratar de populações em áreas onde médicos brasileiros se negam a ir trabalhar, nunca será entendida pela elite brasileira.
Este é um sentimento para nobres e só pode ser compreendido por quem desde cedo sentiu na pele dificuldades para comer, para morar, para ir a escola, para viver uma vida digna.
A classe média alta brasileira atendida em hospitais privados das grandes cidades, que nunca viveu em regiões infestadas pela malária, febre amarela, dengue, zica e outras que assolam o país, jamais compreenderá o que é ficar doente numa aldeia indígena, no meio da floresta, num vilarejo do interior, numa região do sertão nordestino e não ter nenhum médico a quem recorrer.
O pior de tudo isso é que a elite perversa que tanto atacou o programa Mais Médicos mentindo e dizendo que ele tirava emprego de médicos brasileiros não vai sofrer nada agora.
Quem vai sofrer é a população mais pobre deste país que, com a saída destes médicos voltará a experimentar de novo a sensação de ficar doente e não ter com quem contar nem para um primeiro diagnóstico.
O governo cubano é contra o golpe no Brasil mas demonstra respeito e preocupação com o povo brasileiro.
Apesar de decisão de retirar médicos cujo contrato termina em agosto, o governo decidiu prorrogar sua retirada para novembro para que a população brasileira não fique desprovida de atendimento médico durante as olimpíadas e as eleições municipais de outubro deste ano.
O governo Temer joga para a plateia. Após reunião para tratar da questão dos médicos na OPAS, organização criada na 2ª Conferência Internacional da Organização dos Estados Americanos, responsável pelo contrato Cuba/Brasil, na semana passada, o secretário-executivo do Ministério da Saúde, Carlos Nardi, disse que iria solicitar à OPAS a permanência dos médicos cubanos.
E afirmou o fazer em nome "dos gestores municipais e estaduais e principalmente da população que criou vínculo com esses médicos ".
Prometeu fazer o possível para que eles fiquem, mas se não for possível, tentaremos substitui-los rapidamente", disse.
Resta saber se haverá médicos brasileiros dispostos a isso e como um governo interino golpista que já demonstrou em várias ocasiões só estar preocupado com as elites vai conseguir essa façanha e, principalmente, de forma rápida como diz.
O povo brasileiro preocupado com a situação da população assistida pelos cerca dos 11 mil médicos cubanos que atuam no país por meio do Mais Médicos, deve se manifestar nas ruas pela sua permanência e pelas medidas necessárias para que isso venha a se concretizar.
Fora Temer!
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