Vacinação contra HPV vai até dezembro em Brasília

Com quase quatro meses de campanha, a vacinação em Brasília contra o HPV (vírus do papiloma humano) alcançou 31% do público-alvo: meninas de 9 anos; foram vacinadas 6.524 garotas dessa faixa etária e 15.395 de 9 a 15 anos; a mobilização começou em março, termina em dezembro e visa proteger contra o câncer de colo de útero

Foto: Manuella Brandolff/ Palácio Piratini
Foto: Manuella Brandolff/ Palácio Piratini (Foto: Leonardo Lucena)


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Kelly Crosara, da Agência Brasília - Com quase quatro meses de campanha, a vacinação em Brasília contra o HPV (vírus do papiloma humano) alcançou 31% do público-alvo: meninas de 9 anos. Até segunda-feira (22), foram vacinadas 6.524 garotas dessa faixa etária e 15.395 de 9 a 15 anos. A mobilização começou em março, termina em dezembro e visa proteger contra o câncer de colo de útero.

A Secretaria de Saúde considera a porcentagem dentro da expectativa e acrescenta que a meta é atingir 80% do grupo principal — 21 mil meninas. "Esse número tende a aumentar porque ao longo do ano mais garotas completarão 9 anos e poderão receber a primeira dose", espera a chefe do Núcleo de Imunização do órgão, Eudóxia Dantas.

De acordo com a médica, a resistência dos pais e responsáveis em levar as filhas para receber a imunização é o maior obstáculo, apesar de o Ministério da Saúde garantir que não causa reação. A vacina é contraindicada apenas para gestantes e meninas com hipersensibilidade ao princípio ativo (sulfato de hidroxifosfato de alumínio amorfo). As doses estão disponíveis em todos os centros de saúde, e os interessados devem levar o cartão de vacinação e um documento de identidade.

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O governo federal ofereceu 45 mil doses quadrivalentes para Brasília. Protegem contra quatro tipos de vírus: HPV 6, 11, 16 e 18. Nete ano, a campanha integra o calendário de vacinação do Ministério da Saúde.

Portadoras de HIV
Em 2015, a secretaria incluiu também como público-alvo mulheres entre 9 e 26 anos portadoras do vírus da aids. O número de imunizadas que fazem parte desse grupo é considerado inexpressivo — não passa de cem pessoas. Na análise de Eudóxia Dantas, os motivos da baixa adesão podem ser o receio das reações ou a vergonha de expor a condição de ter aids. Mulheres portadoras de HIV têm cinco vezes mais chance de desenvolver câncer de colo do útero.

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Crianças desse grupo com até 12 anos devem ser imunizadas no Hospital Materno-Infantil, na Asa Sul; e as demais, na Asa Norte, em Ceilândia, em Taguatinga, no Gama, em Planaltina e em Sobradinho. Todas devem levar a prescrição da vacina assinada por um médico e a caderneta das imunizações.

Doses
Os estudantes que receberam a primeira dose em anos anteriores e desejam continuar com as outras duas etapas também devem procurar um posto de saúde. O ideal, segundo a médica, é dar um intervalo de seis meses entre a primeira e a segunda imunizações.

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As meninas vacinadas em março podem tomar a segunda dose em setembro e a terceira em cinco anos: "É importante que todos tenham consciência de que o cronograma deve ser cumprido, pois vacinar apenas uma vez não tem eficácia".

 

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