Testemunha cita vídeo de Rosso recebendo propina

Em depoimento no dia 29 de junho nos processos do chamado "mensalão do DEM", o técnico de informática Francinei Arruda disse que Durval Barbosa —ex-secretário do Governo do DF que gravou vídeos de uma série de políticos recebendo propina— também havia filmado o deputado Rogério Rosso (PSD-DF) recebendo vantagens indevidas, mas omitiu o vídeo dos investigadores; segundo Francinei, o próprio deputado "tem conhecimento do vídeo"; "Na verdade, ele [Durval Barbosa] sempre teve poder sobre o Rogério. Ele consegue nomeações, tem crédito com o Rogério. O próprio Rogério tem conhecimento do vídeo. O Rogério nem gosta dele, mas tem que se reportar"; aliado de Eduardo Cunha, Rosso é favorito na disputa à presidência da Câmara e conta até com o aval de Michel Temer; assista

Brasília - O líder do PSD na Câmara, deputado Rogério Rosso, fala à imprensa (Wilson Dias/Agência Brasil)
Brasília - O líder do PSD na Câmara, deputado Rogério Rosso, fala à imprensa (Wilson Dias/Agência Brasil) (Foto: Roberta Namour)


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247 - Uma testemunha dos processos do chamado "mensalão do DEM" afirmou à Justiça que o principal delator do esquema de distribuição de propina a políticos do DF "sempre teve poder" sobre o deputado Rogério Rosso (PSD-DF). O aliado de Eduardo Cunha é favorito na disputa à presidência da Câmara.

De acordo com a reportagem da “Folha de S. Paulo”, em depoimento no dia 29 de junho, o técnico de informática Francinei Arruda disse que Durval Barbosa —ex-secretário do Governo do DF que gravou vídeos de uma série de políticos recebendo propina— também havia filmado Rosso recebendo vantagens indevidas, mas omitiu o vídeo dos investigadores.

Segundo Francinei, o próprio deputado "tem conhecimento do vídeo", o que o deixava em situação vulnerável. "Na verdade, ele [Durval Barbosa] sempre teve poder sobre o Rogério. Ele consegue nomeações, tem crédito com o Rogério. O próprio Rogério tem conhecimento do vídeo. O Rogério nem gosta dele, mas tem que se reportar."

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Na primeira menção ao caso, Rosso divulgou nota negando o relato e atribuindo o depoimento de Francinei a uma "tentativa espúria" de associar seu nome no "rol de envolvidos nesse processo". Ele disse ainda que esta é uma "tentativa sorrateira de denegrir" sua reputação "num momento de disputa pela presidência da Câmara".

Rosso já é investigado sob acusações de compra de voto e peculato (desvio de recursos públicos). O caso envolve sua passagem como governador do DF, em 2010. A suspeita é de que servidores nomeados por ele foram usados para a campanha eleitoral de Liliane Roriz (PTB-DF) ao cargo de deputada distrital (leia aqui).

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