Temer trabalha pelo voto de Cristovam no impeachment
O presidente interino Michel Temer se reúne com o senador Cristovam Buarque (PPS-DF), numa mesa que terá ainda o ministro da Educação, Mendonça Filho, e os presidentes da Caixa, BB e Correios, para discutir a criação de uma Ação da Cidadania pela Educação; mas Temer tem o objetivo de garantir o voto de Cristovam pelo afastamento da presidente; o senador, que votou pela admissibilidade do processo de impeachment no Senado, se tornou crítico do governo interino quando Temer assumiu e admitiu a possibilidade de mudar de ideia
✅ Receba as notícias do Brasil 247 e da TV 247 no canal do Brasil 247 e na comunidade 247 no WhatsApp.
Brasília 247 - O presidente interino Michel Temer se reúne com o senador Cristovam Buarque (PPS-DF), numa mesa que terá ainda o ministro da Educação, Mendonça Filho, e os presidentes da Caixa, Banco do Brasil e Correios. O encontro terá um assunto explícito, a criação de uma Ação da Cidadania pela Educação.
Mas Temer tem o objetivo de garantir o voto de Cristovam pelo impeachment da presidente eleita Dilma Rousseff, de acordo com o colunista Lauro Jardim. Os petistas consideram que o senador é um dos que poderiam mudar o voto na última etapa do processo de destituição de Dilma - o PPS ocupa cargo de primeiro escalão do governo Temer, com Raul Jungmann (PE) comandando o ministério da Defesa.
Em maio, quando votou a favor do afastamento definitivo da presidente Dilma, Cristovam afirmou que seu voto era moral, técnico e jurídico. Na ocasião, o parlamentar disse que votar contra o impeachment que "ignorar que há indícios de crime de responsabilidade" de Dilma. O senador, porém, se tornou crítico do governo interino depois que Temer assumiu e admitiu a possibilidade de mudar de ideia.
Uma perícia do Senado entregue no último 27 à comissão do impeachment concluiu que Dilma não praticou as chamadas "pedaladas fiscais". O documento, assinado por três técnicos, observa que não houve ação de Dilma no atraso do repasse de R$ 3,5 bilhões do Tesouro ao Banco do Brasil para o Plano Safra, uma das acusações que constam no pedido de impeachment contra a presidente.
"Pela análise dos dados, dos documentos e das informações relativos ao Plano Safra, não foi identificado ato comissivo da Exma. Sra. Presidente da República que tenha contribuído direta ou imediata mente para que ocorressem os atrasos nos pagamentos", diz trecho do laudo (leia mais).
Assine o 247, apoie por Pix, inscreva-se na TV 247, no canal Cortes 247 e assista:
Comentários
Os comentários aqui postados expressam a opinião dos seus autores, responsáveis por seu teor, e não do 247