Temer reúne equipe para tentar manter apoio do mercado financeiro

Com um governo acossado pelas delações da Odebrecht, que atingem diretamente o Palácio do Planalto e oito ministros, Michel Temer reuniu sua equipe neste domingo para tentar demonstrar ao mercado financeiro, de onde vem seu único ponto de apoio, que as reformas serão entregues

Temer
Temer (Foto: Leonardo Attuch)


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247 – Com um governo acossado pelas delações da Odebrecht, que atingem diretamente o Palácio do Planalto e oito ministros, Michel Temer reuniu sua equipe neste domingo para tentar demonstrar ao mercado financeiro, de onde vem seu único ponto de apoio, que as reformas serão entregues.
 
Abaixo, reportagem da Agência Brasil:
 
André Richter - Repórter da Agência Brasil *

O presidente Michel Temer coordenou ontem (16), no Palácio da Alvorada, uma reunião com integrantes do governo e da base aliada na Câmara dos Deputados para tratar da tramitação da reforma da Previdência (Proposta de Emenda à Constituição – PEC 287/2016).

Participaram da reunião, que durou cerca de três horas, o ministro da Fazenda, Henrique Meireles; o ministro da Secretaria de Governo, Antônio Imbassahy; o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Moreira Franco, além do relator da reforma da Previdência, deputado Arthur de Oliveira Maia (PPS-BA), e o presidente da comissão Carlos Marun (PMDB-MS).

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Brasília - O presidente Michel Temer recebe no Palácio da Alvorada, ministros e líderes dos partidos da bancada governista no Congresso Nacional para reunião sobre reforma da Previdência (Marcos Corrêa/PR)

A reunião do presidente Michel Temer  com integrantes do governo e da base aliada na Câmara dos Deputados durou cerca de três horasMarcos Corrêa/PR

O presidente Michel Temer coordenou hoje (16), no Palácio da Alvorada, uma reunião com integrantes do governo e da base aliada na Câmara dos Deputados para tratar da tramitação da reforma da Previdência (Proposta de Emenda à Constituição – PEC 287/2016).

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Participaram da reunião, que durou cerca de três horas, o ministro da Fazenda, Henrique Meireles; o ministro da Secretaria de Governo, Antônio Imbassahy; o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Moreira Franco, além do relator da reforma da Previdência, deputado Arthur de Oliveira Maia (PPS-BA), e o presidente da comissão Carlos Marun (PMDB-MS).

Carlos Marun confirmou que Arthur Maia deve apresentar o relatório final da reforma na próxima terça-feira (18). Segundo Marun, após a apresentação do relatório, um pedido de vista coletivo deve ser feito e a votação na comissão deve ficar para a próxima semana. Marun também disse que a abertura de inquéritos pelo Supremo Tribunal Federal (STF) contra deputados citados nas delações da empreiteira Odebrecht não vai afetar os trabalhos. Para o deputado, a abertura de investigação contra o relator não causa constrangimento no colegiado.

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Arthur Maia é acusado de não ter declarado R$ 200 mil recebidos da empresa para sua campanha eleitoral. Após a abertura da investigação, o deputado disse que as doações foram legais e aprovadas pela Justiça Eleitoral da Bahia. "Eu não tenho a mínima preocupação em relação a esta lista vir a interferir na votação. Não vou minimizar a questão. Isso, até ao contrário, traz uma exigência ainda maior de que nós cumpramos com o nosso dever, que é votar", disse Marun.

O deputado também garantiu que a reforma deve ser aprovada no plenário por um "placar elástico" de, pelo menos, 350 votos. A votação deve ocorrer na primeira semana de maio.

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Relatório

Entrevista do deputado Carlos Marun, presidente da Comissão Especial da Reforma da Previdência, após reunião com o presidente Michel Temmer.

Deputado Carlos Marun, presidente da Comissão, disse que a votação da reforma da Previdência deve ocorrer na primeira semana de maioWilson Dias/Agência Brasil

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A expectativa é que o texto final do relator modifique cinco pontos polêmicos da reforma, conforme autorizado por Temer na última semana.

São eles: regra de transição para quem está na ativa, aposentadoria do trabalhador rural, aposentadoria especial para professores e policiais, pensão por morte e o Benefício de Prestação Continuada (BPC), pago a deficientes físicos e idosos sem condições de sustento. Os temas são citados recorrentemente nas 130 emendas apresentadas por parlamentares ao texto.

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Para ser promulgada e entrar em vigor, a PEC ainda precisa ser votada no plenário da Câmara e do Senado.

 

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