Temer reintegra seus ministros que votaram pela corrupção
Os ministros que foram exonerados para reassumir o mandato de deputado federal e retornar à Câmara para participar da votação sobre a admissibilidade da denúncia contra Michel Temer retornaram aos cargos; as nomeações dos dez ministros estão publicadas no Diário Oficial da União; Temer, o mais impopular desde a redemocratização, foi o primeiro presidente denunciado por corrupção na história do País; nova denúncia da PGR acusará o peemedebista de ser chefe de organização criminosa
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Os ministros que foram exonerados para reassumir o mandato de deputado federal e retornar à Câmara para participar da votação desta quarta-feira (2) sobre a admissibilidade da denúncia contra o presidente Michel Temer retornaram aos cargos. As nomeações dos dez ministros estão publicadas na edição desta quinta-feira (3) do Diário Oficial da União.
As exonerações foram publicadas no Diário Oficial da União de ontem. Na sessão da Câmara, eles votaram pela rejeição da admissibilidade da denúncia contra o presidente pelo suposto crime de corrupção passiva. A maioria dos parlamentares aprovou o relatório do deputado Paulo Abi-Ackel (PSDB-MG), favorável à rejeição da denúncia o que impede que o Supremo Tribunal Federal (STF) investigue Temer.
Os ministros que reassumiram os cargos foram Antonio Imbassahy, chefe da Secretaria de Governo da Presidência da República; José Mendonça Filho, do Ministério da Educação; Bruno Cavalcanti Araújo, do Ministério das Cidades; Fernando Bezerra, do Ministério de Minas e Energia; Osmar Terra, do Ministério do Desenvolvimento Social; Leonardo Picciani, do Ministério do Esporte; José Sarney Filho, do Ministério do Meio Ambiente; Ronaldo Nogueira, do Ministério do Trabalho; Marx Beltrão, do Ministério do Turismo; e Maurício Quintella, do Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil.
Esta não foi a primeira vez que ministros retornam ao Congresso para votar em matéria de interesse do governo. Em outubro do ano passado, Temer exonerou dois ministros para que votassem a proposta de emenda à Constituição (PEC) que prevê um teto para os gastos públicos. Em abril deste ano, o presidente usou o mesmo recurso na votação do projeto da reforma trabalhista, que foi aprovada.
Agenda do presidente
Após a agenda intensa de reuniões e compromissos com parlamentares nos últimos dias, o único compromisso do presidente Michel Temer previsto para hoje é um despacho interno pela manhã. A agenda pode sofrer alterações com a inclusão de compromissos ao longo do dia.
Em pronunciamento na noite de ontem, o presidente disse que, com a rejeição da denúncia contra ele na Câmara dos Deputados, seguirá com as reformas e ações que julga necessárias para modernizar e melhorar o país.
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