Temer demite funcionários que não apoiaram o golpe

Cerca de 2 mil cargos de confiança da gestão da presidenta Dilma Rousseff já foram exonerados desde Julho; de acordo com o jornalista Renan Truffi da Carta Capital, o governo de Michel Temer deu início a exonerações em massa na Esplanada dos Ministérios, no intuito de "abrir espaço e acomodar aliados da base"; as demissões em massa ocorreram nos ministérios da Cultura e da Saúde, onde foram exoneradas 81 e 73 pessoas; os servidores que trabalham em órgãos da administração pública federal estão com receio de que se o impeachment for confirmado, mais exonerações devam acontecer, incluindo técnicos de áreas importantes

Brasília - O vice-presidente da República, Michel Temer, durante entrevista coletiva no Palácio Itamaraty (Marcelo Camargo/Agência Brasil)
Brasília - O vice-presidente da República, Michel Temer, durante entrevista coletiva no Palácio Itamaraty (Marcelo Camargo/Agência Brasil) (Foto: Valter Lima)


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247-  Centenas de funcionários são demitidos porque não apoiaram o golpe de Estado. As informações são do jornalista Renan Truffi da Carta Capital, que diz que desde de julho, o governo de Michel Temer deu início a exonerações em massa na Esplanada dos Ministérios, no intuito de "abrir espaço e acomodar aliados da base. Cerca de 2 mil cargos de confiança da gestão da presidenta Dilma Rousseff já foram exonerados desde então. 

As demissões chamam atenção porque ganharam conotação política. O jornalista informa que mesmo sob a condição de presidente interino, Michel Temer colocou, semanas antes, um auxiliar na Casa Civil, sob o comando do ministro Eliseu Padilha, para esmiuçar e investigar a ficha de nomeados e servidores tanto em cargos importantes como em postos estritamente técnicos.

Segundo ele, o critério para a inclusão dos nomes dos servidores na lista de exoneração levava em conta, entre outras coisas, as atividades dos investigados nas redes sociais. Publicações contra Michel Temer, em apoio à presidenta Dilma Rousseff, fotos com o ex-presidente Lula ou simplesmente textos críticos ao impeachment, foram razões suficientes. A relação de nomes foi controlada pela Casa Civil e, posteriormente, compartilhada com os ministérios para que cada pasta providenciasse a demissão dos citados.

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Em seu relato, na última semana, após concluída a fase de observações e início da limpa, um dos responsáveis escalados para a operação recebeu seu prêmio: foi nomeado superintendente em Brasília da Autoridade Pública Olímpica (APO). Trata-se de Pablo Rezende, de apenas 31 anos. Ele foi presidente nacional da Juventude do PMDB e é ligado ao ex-governador de Goiás Iris Rezende. Pablo vai ganhar salário bruto de 18 mil reais para exercer cargo relacionado ao principal evento do País. Com as deduções obrigatórias, Pablo deve passar a receber mais de 13 mil reais por mês.

Os casos mais emblemáticos das demissões em massa ocorreram nos ministérios da Cultura e da Saúde, onde foram exoneradas 81 e 73 pessoas, respectivamente. Foram exoneradas também cerca de 60 pessoas no Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário. O Ministério de Minas e Energia perdeu outros 17 funcionários.

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Os servidores que trabalham em órgãos da administração pública federal estão com receio de que se o impeachment for confirmado, mais exonerações devam acontecer, incluindo técnicos de áreas importantes.

 

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