Suspeita de propina dissolve um dos maiores escritórios de Brasília
Advogado Eduardo Ferrão desfez sociedade com Paulo Baeta Neves, em 2008, após depósito de R$ 5,7 milhões oriundo do Sindicato dos Práticos; em delação na Lava Jato, o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa disse que receberia R$ 800 mil se ajudasse na correção da tabela dos práticos em um acordo de R$ 40 milhões com a estatal feito por meio do escritório de advocacia
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247 – Um deposito de R$ 5,7 milhões oriundo do Sindicato dos Práticos resultou no encerramento da sociedade entre os advogados Eduardo Ferrão e Paulo Baeta Neves, de um dos maiores escritórios de Brasília. O valor seria uma propina relacionada a um acordo de R$ 40 milhões com a Petrobras e um dos destinatários seria o deputado Aníbal Gomes (PMDB-CE).
Em um dos depoimentos da delação premiada na Lava Jato, o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa disse que receberia R$ 800 mil se ajudasse na correção da tabela dos práticos. O pagamento seria feito por meio do escritório de advocacia, que trabalhava para o sindicato, conduzido por Baeta.
Diante da constatação, Ferrão exigiu que o sócio retirasse imediatamente o dinheiro da conta dele e nos dois meses seguintes, os dois concluíram a separação do escritório, em 2008. O ex-ministro Nelson Jobim (Defesa) também foi associado de Ferrão.
Leia aqui reportagem do ‘Globo’ sobre o assunto.
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