Surto de caxumba deixa Brasília em alerta

Desde o início do ano, Brasília registrou 525 casos de caxumba; moradores estão em estado de alerta para o avanço da doença que, segundo a Secretaria de Saúde, já pode ser considerada um surto na capital; a proximidade do inverno — que começa oficialmente em 21 de junho —, mudanças bruscas de temperatura e a baixa umidade do ar contribuem para a proliferação do vírus e podem aumentar bastante o número de casos; não há registros recentes de surtos na capital

Desde o início do ano, Brasília registrou 525 casos de caxumba; moradores estão em estado de alerta para o avanço da doença que, segundo a Secretaria de Saúde, já pode ser considerada um surto na capital; a proximidade do inverno — que começa oficialmente em 21 de junho —, mudanças bruscas de temperatura e a baixa umidade do ar contribuem para a proliferação do vírus e podem aumentar bastante o número de casos; não há registros recentes de surtos na capital
Desde o início do ano, Brasília registrou 525 casos de caxumba; moradores estão em estado de alerta para o avanço da doença que, segundo a Secretaria de Saúde, já pode ser considerada um surto na capital; a proximidade do inverno — que começa oficialmente em 21 de junho —, mudanças bruscas de temperatura e a baixa umidade do ar contribuem para a proliferação do vírus e podem aumentar bastante o número de casos; não há registros recentes de surtos na capital (Foto: Leonardo Lucena)


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THIAGO MARCOLINI, DA AGÊNCIA BRASÍLIA - Desde o início do ano, Brasília registrou 525 casos de caxumba. Moradores estão em estado de alerta para o avanço da doença que, segundo a Secretaria de Saúde, já pode ser considerada um surto na capital.

A proximidade do inverno — que começa oficialmente em 21 de junho —, mudanças bruscas de temperatura e a baixa umidade do ar contribuem para a proliferação do vírus e podem aumentar bastante o número de casos.

A caxumba não é de notificação obrigatória e não está na portaria do Ministério da Saúde que normatiza as doenças que os profissionais de saúde são obrigados a notificar. Por isso, não há como comparar os casos atuais com os de anos anteriores. No entanto, não há registros recentes de surtos na capital.

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Com sintomas parecidos aos de uma gripe, a caxumba é transmitida principalmente por contato direto com gotículas de saliva ou secreções da boca ou do nariz. O quadro clínico inicia-se com sintomas comuns aos de outras doenças virais, como febre, fraqueza, dor de cabeça e calafrios. O que a diferencia de outras viroses é a dor ao mastigar ou engolir e o inchaço da glândula parótida.

O período de incubação — tempo entre a infecção e o aparecimento dos primeiros sintomas — varia de 12 a 15 dias. “Algumas pessoas apresentam sintomas pouco evidentes, a parótida não incha tanto. Isso pode dificultar alguns diagnósticos”, explica a gerente de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Saúde, Priscilleyne Reis.

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Para prevenir a doença

A principal forma de prevenir a caxumba é a vacinação, disponível gratuitamente em qualquer posto do Sistema Único de Saúde (SUS). A ação preventiva segue ocalendário do Programa Nacional de Imunizações, do Ministério da Saúde.

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Aos 12 meses de idade, deve-se tomar uma dose da chamada tríplice viral — que protege contra sarampo, caxumba e rubéola. Aos 15 meses deve ser feito um reforço da proteção contra a doença, por meio da tetra viral – protege também contra a varicela. A vacinação é contraindicada para gestantes e menores de 12 anos.

Pessoas de 10 a 19 anos que não se vacinaram antes dos 2 anos de idade devem receber duas doses da tríplice viral. Já para a faixa etária de 20 a 49 anos, o recomendado é uma dose.

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Outra forma de prevenção é o isolamento social da pessoa infectada com o vírus, ou seja, ficar restrito ao domicílio e sair apenas para consultas médicas. O recomendável é permanecer em casa de dez a 15 dias. “A vacinação, sem dúvida, é a melhor maneira de prevenir, já o isolamento é uma opção para o controle de surtos”, destaca Priscylleine Reis.

Estoques de vacina

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O Ministério da Saúde envia as vacinas tríplice e tetra viral mensalmente aos estados conforme demanda. De 20 a 24 de junho, o Distrito Federal receberá 8,5 mil doses da tríplice e cerca de 4 mil da tetra. O estoque da Secretaria de Saúde é de 11,6 mil doses para a tríplice e de 5 mil para a tetra viral. Segundo a pasta, até abril, aproximadamente 41 mil pessoas tomaram as vacinas no DF neste ano.

Complicações que o vírus pode causar

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A cura para a caxumba é sintomática. Não há uma forma específica de combate à doença. O vírus pode provocar surdez temporária, orquite (inflamação nos testículos), ooforite (inflamação do ovário) e aborto no primeiro trimestre da gestação, além de meningite. “O repouso é muito importante”, afirma Priscyllaine Reis.

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