STF aprova delação do lobista Fernando Baiano
O Supremo Tribunal Federal homologou o acordo de delação premiada feito pelo lobista ligado ao PMDB Fernando Soares, conhecido como Fernando Baiano; com isso, Baiano, que está preso desde novembro de 2014 em Curitiba (PR), será liberado em 18 de novembro e seguirá para sua casa, no Rio de Janeiro, onde cumprirá um ano de pena em regime domiciliar fechado com tornozeleira eletrônica; na colaboração ficou acordado que o lobista perderá o valor de R$ 8,5 milhões que foi bloqueado de sua conta quando foi preso na Operação Lava Jato; o lobista desembolsará ainda mais R$ 5 milhões e uma casa que tem em Trancoso, no litoral baiano; na delação, Baiano fez referências ao banco Schahin, ao ex-ministro Antonio Palocci e ao pecuarista José Carlos Bumlai
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247 - O Supremo Tribunal Federal homologou nesta quinta (8) o acordo de delação premiada feito pelo lobista ligado ao PMDB Fernando Soares, conhecido como Fernando Baiano.
Com isso, Baiano, que está preso desde novembro de 2014 em Curitiba (PR), será liberado em 18 de novembro e seguirá para sua casa, no Rio de Janeiro, onde cumprirá um ano de pena em regime domiciliar fechado com tornozeleira eletrônica. Em 2016, irá para o regime domiciliar semi-aberto, ainda com tornozeleira, e em 2017 para o semi-aberto com possibilidade de não utilizar o equipamento.
Na colaboração ficou acordado que o lobista perderá o valor de R$ 8,5 milhões que foi bloqueado de sua conta quando foi preso na Operação Lava Jato. Ele será parte da multa que o Baiano se comprometeu a pagar na colaboração premiada. Além disso, o lobista desembolsará mais R$ 5 milhões e uma casa que tem em Trancoso, no litoral baiano.
Na delação, Baiano relatou que o pecuarista José Carlos Bumlai procurou-o para resolver problemas de dívidas do PT na campanha de 2006. O Banco Schahin fez um empréstimos de R$ 6 milhões ao pecuarista para resolver o débito. Contratos assinados pela diretoria internacional da Petrobras com a Schahin serviram para compensar o empréstimo, segundo relato de investigadores que ouviram os depoimentos de Baiano. Mesmo sem ter experiência com sondas de exploração de petróleo, a Schahin conquistou um contrato na Petrobras de R$ 1,6 bilhão. O lobista também contou que foi ele quem conseguiu R$ 2 milhões que o ex-ministro Antonio Palloci havia pedido em 2010 para a primeira campanha da presidente Dilma Rousseff.
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