Servidores da CEB paralisam as atividades
Servidores da Companhia Energética de Brasília entraram em greve por tempo indeterminado para cobrar maior índice no reajuste salarial, aumento do piso da categoria – atualmente de R$ 811,72 –, fornecimento de indenização no caso de morte ou invalidez permanente e pagamento de auxílio transporte e auxílio creche; de acordo com o sindicato, serão mantidos os serviços emergenciais e um quadro mínimo de 30% para que a população não seja prejudicada
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Brasília 247, com Agência Brasil - Servidores da Companhia Energética de Brasília entraram em greve por tempo indeterminado nesta segunda-feira (9) para cobrar maior índice no reajuste salarial, aumento do piso da categoria – atualmente de R$ 811,72 –, fornecimento de indenização no caso de morte ou invalidez permanente e pagamento de auxílio transporte e auxílio creche.
De acordo com o sindicato, serão mantidos os serviços emergenciais e um quadro mínimo de 30% para que a população não seja prejudicada. Entre os serviços mantidos estão religamento de energia. Entre os suspensos estão revisão de contas.
A categoria afirma que a empresa se negou a atender reivindicações e recusa dar o reajuste garantindo ganho real ou repondo a inflação. "Em toda a história da empresa nunca vimos uma proposta tão ruim. Sem dúvida é a pior de todas", diz o sindicato em nota. "Isso é um retrocesso muito grande e essa contraproposta soa como uma afronta aos trabalhadores", acrescentou.
A empresa tem 980 trabalhadores. O sindicato informou que a paralisação atinge quase 100% da parte administrativa e 70% da operacional.
Desde o inicio de outubro, diversas categorias profissionais estão paradas no Distrito Federal. As greves começaram por causa do pacote de medidas econômicas anunciado pelo governador Rodrigo Rollemberg para equilibrar as contas públicas.
O pacote prevê a suspensão dos reajustes concedidos de forma escalonada em 2013, aumento de tarifas públicas, que incluem o reajuste de passagens de ônibus, da entrada ao Jardim Zoológico de Brasília e do valor cobrado pela refeição em restaurantes comunitários.
Os médicos e enfermeiros do DF estão parados desde o dia 8, e atendem apenas emergências nos hospitais. Os atendimentos ambulatoriais e cirurgias eletivas estão sendo adiadas ou canceladas.
Para a estudante Aline Melo, as paralisações dos metroviários e da saúde são as que mais afetam os cidadãos no dia-a-dia. “Devido à greve, a locomoção está difícil. Os ônibus estão locados e o deslocamento mais demorado. E a greve dos enfermeiros está prejudicando a vacinação das crianças e as buscas por atendimento médico”, disse.
Os metroviários iniciaram a greve no dia 3 de novembro. De acordo com o sindicato, 75% dos 1,2 mil trabalhadores estão parados. Com a paralisação, o serviço passou a funcionar parcialmente: 60% dos trens rodam, e apenas no horário de pico – entre 6h e 9h e entre 17h30 e 20h30. A greve continua.
Em greve desde o dia 16 de outubro, devido ao não pagamento pelo governo da última das seis parcelas do reajuste aprovado em 2013, os professores decidiram em assembleia hoje (9) que a greve será mantida. De acordo com o coordenador de Imprensa do Sinpro-DF, Cláudio Antunes, cerca de 80% dos mestres do ensino básico aderiram à paralisação. Uma reunião está prevista para terça-feira (10) e uma nova assembleia acontecerá na quarta-feira.
Já os agentes do Departamento de Estradas de Rodagem entraram em greve no dia 8 de outubro. O sindicato da categoria não tem estimativa de quantos funcionários aderiram à paralisação. Com a greve, houve a suspensão da reversão de faixas e de fiscalizações de trânsito.
Agentes do Departamento Nacional de Trânsito aderiram a greve no dia 27 de outubro. O sindicato afirma que 100% dos 1,3 mil servidores aderiram à paralisação. Com a greve, os serviços de vistoria de veículos, emissão de documentos, fiscalização de trânsito, apreensão e liberação de veículos, processos de obtenção de renovação de CNH e análise de recursos de multas estão suspensos.
Os funcionários do serviço de pronto atendimento Na Hora, os músicos da Orquestra Sinfônica e os servidores de atividades culturais também iniciaram greves no dia 8 de outubro. Todos cobram o pagamento do reajuste suspenso.
Os servidores da Novacap entraram em greve no dia 3 de novembro. Os servidores pedem reposição inflacionária, que dizem ser de 10%. Com a paralisação, estão suspensas podas e recuperação de asfalto.
*Matéria atualizada às 16h28 (horário de Brasília) para acréscimo de mais informações
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