Senadores indicam veto às coligações proporcionais
Para valer nas eleições de 2022, o Senado precisa aprovar o texto até outubro
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247 - Senadores governistas e da oposição criticam a volta das coligações proporcionais e sinalizam que votarão contra a medida, se ela entrar em pauta. Para valer nas eleições de 2022, o Senado precisa aprovar o texto até outubro. As informações foram publicadas pelo jornal O Globo.
Derrubada pelo Congresso Nacional em 2017, a coligação proporcional permite que candidatos menos votados sejam eleitos na esteira dos votos computados pelo conjunto de legendas que formam um bloco. Ao acabar com essa possibilidade, a ideia era reduzir o número de partidos, sobretudo os de aluguel.
Líder do PT, o senador Paulo Rocha (PA) disse que o partido está unificado, no Senado, contra a medida. "Nós, do PT, somos contra (a volta das coligações proporcionais). É um retrocesso. Seria um retorno dos partidos cartoriais, que existem só para fazer coligação. Partidos que não têm força nenhuma pegam carona naqueles que têm força política e organização perante a sociedade", afirmou.
O líder do governo no Congresso, o senador Eduardo Gomes (MDB-TO), mostrou-se contrário à aprovação da medida às pressas. "Causa suspeita quando se faz reforma política de dois em dois anos. Fica parecendo que o Congresso fez de cobaia os vereadores na eleição de 2020. Sou favorável à análise de uma reforma política, inclusive com a questão das coligações, mas sou contra aprovar qualquer mudança às pressas, até outubro deste ano, para que já entre em vigor no pleito do ano que vem. Acho que para haver reforma política tem que ter diálogo e sintonia entre Câmara e Senado".
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