Senador Ivo Cassol e assessores de Bolsonaro são interceptados em investigação sobre prostituição
Revelados os nomes dos parlamentares flagrados conversando com chefe de rede de prostituição que atuava no Distrito Federal e no Rio Grande do Sul: senador Ivo Cassol (PP-RO) e os assessores dos deputados Jair Bolsonaro (PSC-RJ) e Eduardo Bolsonaro (PSC-SP); as garotas de programa eram usadas como pretexto para que a rede de criminosos pudesse influenciar os parlamentares
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Brasília 247 - O senador Ivo Cassol (PP-RO) e os assessores dos deputados Jair Bolsonaro (PSC-RJ), Eduardo Bolsonaro (PSC-SP) foram flagrados conversando com agenciadores de uma rede de prostituição que atua nas áreas nobres do Distrito Federal e no Rio Grande do Sul. O caso está sendo investigado pela Polícia Civil do Distrito Federal.
Na semana passada, houve a divulgação da operação contra a rede de prostituição. Os políticos e seus assessores não eram alvo do inquérito, mas acabaram flagrados em conversas com o cafetão João Wilson Costa Sampaio. Sampaio é suspeito de agenciar garotas de programa e marcar encontros sexuais em Porto Alegre e Brasília. As gravações foram autorizadas pela Justiça.
As mulheres eram usadas como pretexto para Sampaio se aproximar dos parlamentares. Os diálogos interceptados revelam que um dos interesses do suspeito era a regulamentação da fosfoetanolamina, conhecida como pílula do câncer.
Diálogo
Em um dos áudios, o senador Ivo Cassol demonstra intimidade com o suspeito e a garota de programa, identificada como Gabriela. Em 10 de maio, Sampaio estava no gabinete de Cassol e ligou para a jovem. Às 17h34, eles conversam e em determinado momento, o telefone é repassado para Cassol. De acordo com o texto transcrito no inquérito, o parlamentar pergunta se Gabriela irá a Brasília, ela responde que sim. O senador de Roraima então insiste para encontrá-la pessoalmente.
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