Secretária: teste rápido no DF complementar para o diagnóstico da dengue

A secretária adjunta de Saúde do Distrito Federal, Eliene Berg, disse que o teste rápido para dengue é importante, mas não é fundamental para o diagnóstico da doença; "Em se tratando de qualquer doença, o que é soberano é a clínica [os sintomas] que o paciente apresenta. A complementação diagnóstica feita pelo exame é muito importante, mas não pode inviabilizar o atendimento, tem que ser norteador"

Brasília - Dra. Eliane Alselmo, sub secretária de Saúde do DF e o ministro do Planejamento, Valdir Simão, visitam o Instituto Federal de Educação Tecnológica de Samambaia (Elza Fiúza / Agência Brasil)
Brasília - Dra. Eliane Alselmo, sub secretária de Saúde do DF e o ministro do Planejamento, Valdir Simão, visitam o Instituto Federal de Educação Tecnológica de Samambaia (Elza Fiúza / Agência Brasil) (Foto: Leonardo Lucena)


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Andreia Verdélio – Repórter da Agência Brasil

A secretária adjunta de Saúde do Distrito Federal, Eliene Berg, disse nesta sexta-feira (19) que o teste rápido para dengue é importante, mas não é fundamental para o diagnóstico da doença. “Em se tratando de qualquer doença, o que é soberano é a clínica [os sintomas] que o paciente apresenta. A complementação diagnóstica feita pelo exame é muito importante, mas não pode inviabilizar o atendimento, tem que ser norteador.”

Para Eliene, mesmo que o teste para dengue dê negativo, há outras doenças a se considerar, já que o mosquito Aedes aegyptitambém transmite a febre chikungunya e o vírus Zika. “Neste momento que vivemos, de epidemia de dengue, se acaba direcionando para essa abordagem diagnóstica, quando na realidade ele [o paciente] necessita de muito cuidado, mesmo com o teste negativo. O que ele está apresentando de sintomas é que vai delinear a celeridade e a abordagem desse atendimento”, disse.

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Segundo Eliene, apesar do aumento da demanda, o teste rápido não está em falta na rede de saúde pública do Distrito Federal, mas há um controle mais criterioso para o seu uso e o repasse de estoques de uma unidade para outra. “Fizemos compras emergenciais e até o momento não está faltando. Estamos dimensionando o consumo desses testes porque algumas unidades estão com consumo diário muito maior que outras, em razão do perfil epidemiológico de cada região”, explicou.

As regiões de Brazlândia, Ceilândia, São Sebastião e Planaltina possuem o maior número de registros de dengue no Distro Federal, segundo Eliene.

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Mobilização contra o Aedes aegypti

A secretária esteve hoje no Instituto Federal de Educação Tecnológica de Samambaia, acompanhando o ministro do Planejamento, Valdir Simão, no dia nacional de mobilização contra o mosquito Aedes aegypti em escolas de todo o país. O mosquito é o transmissor da dengue, da febre chikungunya e do vírus Zika.

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De acordo com ela, as ações contra o Aedes aegypti começaram em outubro de 2015 e foram intensificadas quando identificou-se o número relevante de casos de dengue no Distrito Federal. A Secretaria de Saúde do DF instalou tendas de atendimento para pacientes com sinais e sintomas sugestivos da dengue, segundo Eliene, para melhorar o prognóstico da doença, uma em Brazlândia e outra em São Sebastião.

“É uma obrigação nossa como gestores da saúde. Nós tratamos do que já aconteceu, mas temos que evitar que a doença aconteça. A ação de hoje é muito importante, sensibilizar adolescentes que têm um alto poder de comunicação com a presença do ministro, que falou de uma forma tão didática sobre as formas de combate e o risco da doença. Acredito que é uma ação muito positiva do ponto de vista de prevenção que é o que nos mais precisamo agora”, disse a secretária

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