Sandro Alex vai relatar ação contra Chico Alencar
Deputado Sandro Alex (PPS-PR) será o relator no processo movido pelo deputado Paulinho da Força (SD-SP) no Conselho de Ética contra o líder do PSOL, deputado Chico Alencar (RJ); presidente do conselho, deputado José Carlos Araújo (PSD-BA), afirmou que a escolha de Sandro Alex, a partir da lista tríplice sorteada na quarta-feira (11), se deu porque o parlamentar é isento; para Alencar, a representação contra ele não passa de "tentativa de vingança"
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Agência Câmara - O deputado Sandro Alex (PPS-PR) será o relator no processo do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar contra o líder do Psol, deputado Chico Alencar (RJ). Alex afirmou que vai receber a documentação na próxima segunda-feira e apresentar o parecer preliminar dentro de 10 dias úteis. "Pelo que acompanho são denúncias que dizem respeito à Justiça Eleitoral e ao Ministério Público, então vou procurar esses órgãos para fundamentar minha decisão", disse o relator.
O presidente do conselho, deputado José Carlos Araújo (PSD-BA), afirmou que a escolha de Sandro Alex, a partir da lista tríplice sorteada na quarta-feira (11), se deu porque o parlamentar é isento.
Araújo também recebeu representação contra o deputado Jean Wyllys (Psol-RJ) por quebra de decoro apresentado pelo PSD, a pedido do deputado João Rodrigues (PSD-SC). Ele informou que dará prosseguimento ao processo e que a escolha do relator deverá ser feita na próxima semana.
Questionado pela imprensa se a quantidade de novos processos no conselho é uma forma de tumultuar o colegiado em razão da representação contra o presidente Eduardo Cunha, Araújo afirmou que sua obrigação é receber tudo o que for apresentado no conselho. "Agora, cada um pode pensar o que quiser", disse.
O pedido de cassação de Alencar foi apresentado pelo Solidariedade sob os argumentos de suposto uso de notas frias para comprovar gastos da sua cota parlamentar e de suposta irregularidade em doações à sua campanha eleitoral.
Chico Alencar antecipou a sua defesa no conselho para, segundo ele, mostrar a correção das doações e o arquivamento do procedimento do Ministério Público que investigou o uso das notas. Alencar disse ter detectado, na representação do Solidariedade, "Vinte e cinco mentiras, falsidades, afirmações enganosas e impropriedades". Ele afirmou ter orgulho da colaboração de sete servidores do seu gabinete, que fizeram doações voluntárias, dentro dos limites permitidos pela Justiça Eleitoral.
De acordo com Alencar, a representação contra ele não passa de tentativa de vingança diante do processo de cassação que o Psol e a Rede Sustentabilidade movem contra o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, com base em supostas contas secretas na Suíça e em delações da Operação Lava Jato.
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