Saída de Janot gera corrida por delações

Nomes como Antonio Palocci, Renato Duque, Eduardo Cunha e Adir Assad tentam acelerar suas delações, enquanto Rodrigo Janot ainda é o procurador-geral da República, uma vez que ninguém sabe qual será a postura de Raquel Dodge no cargo

O procurador-geral, Rodrigo Janot, e a subprocuradora-geral, Raquel Dodge, durante debate dos candidatos ao cargo de procurador-geral da República, promovido pela ANPT, AMPDFT e ANMPM (Antonio Cruz/Agência Brasil)
O procurador-geral, Rodrigo Janot, e a subprocuradora-geral, Raquel Dodge, durante debate dos candidatos ao cargo de procurador-geral da República, promovido pela ANPT, AMPDFT e ANMPM (Antonio Cruz/Agência Brasil) (Foto: Leonardo Attuch)


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247 – Os candidatos a delatores têm pressa, informa o blog do jornalista Fausto Macedo

Nomes como Antonio Palocci, Renato Duque, Eduardo Cunha e Adir Assad tentam acelerar suas delações, enquanto Rodrigo Janot ainda é o procurador-geral da República, uma vez que ninguém sabe qual será a postura de Raquel Dodge no cargo.

"Na última semana, dois advogados contratados pelo ex-ministro Antonio Palocci para negociar delação premiada com a Lava Jato se reuniram com procuradores da República, no QG da força-tarefa, em Curitiba. A poucos quilômetros dali, na sede da Polícia Federal, um delegado ouviu, mais uma vez, depoimento do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Também candidato a delator, o deputado cassado promete revelar fatos comprometedores contra o presidente Michel Temer. Peças importantes para a Lava Jato nas apurações do suposto envolvimento de nomes do PT e do PMDB, com foro privilegiado, em crimes de corrupção, os dois candidatos a delator correm contra o relógio para fechar acordo com o Ministério Público Federal, antes da troca de comando na Procuradoria-Geral da República – que ocorre em setembro", informa Fausto.

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"Além de políticos – núcleo que tem o menor porcentual de colaboradores, entre os 158 –, estão na fila de candidatos a delator operadores, como Adir Assad; agentes públicos, como o ex-diretor da Petrobrás Renato Duque; e executivos de empreiteiras como OAS, Engevix, Queiroz Galvão, Mendes Júnior e EIT."

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