Regulamentação do Uber no DF é aprovada em 1° turno

Deputados distritais aprovaram o projeto que regulamenta aplicativos de transporte individual privado de passageiros, como o Uber; o texto enviado pelo Executivo local em novembro de 2015 passou em primeiro turno na Câmara Legislativa com 23 votos favoráveis; entre outras regras, o texto prevê obrigatoriedade do cadastro dos condutores e das empresas, padrão para os veículos, inscrição de pessoa jurídica no Distrito Federal e emissão de nota fiscal eletrônica

Brasília (DF). Sessão da Câmara Legislativa do DF (CLDF). Foto: Leonardo Arruda/Esp. Metrópoles
Brasília (DF). Sessão da Câmara Legislativa do DF (CLDF). Foto: Leonardo Arruda/Esp. Metrópoles (Foto: Leonardo Lucena)


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GABRIELA MOLL, DA AGÊNCIA BRASÍLIA - Deputados distritais aprovaram nesta terça-feira (22) o Projeto de Lei nº 777, de 2015, que regulamenta aplicativos de transporte individual privado de passageiros, como o Uber. O texto enviado pelo Executivo local em novembro de 2015 passou em primeiro turno na Câmara Legislativa com 23 votos favoráveis.

Entre outras regras, o texto prevê obrigatoriedade do cadastro dos condutores e das empresas, padrão para os veículos, inscrição de pessoa jurídica no Distrito Federal e emissão de nota fiscal eletrônica.

O documento enviado ao Legislativo é resultado do trabalho de uma comissão técnica coordenada pela Casa Civil e integrada por outros seis órgãos do governo de Brasília. Desde que chegou à Câmara Legislativa em novembro, a proposta original recebeu mais de 50 emendas.

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De acordo com o projeto aprovado, somente será considerado serviço de transporte individual privado de passageiros baseado em tecnologia de comunicação em rede a atividade executada por pessoa física que tenha automóvel próprio e esteja cadastrada em empresas que usam aplicativos on-line para marcação de trajetos.

Emendas parlamentares ao projeto que regulamenta o Uber

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Após aprovarem o texto enviado pelo Executivo local, os distritais votaram emendas parlamentares e aprovaram nove delas. Os veículos mais simples, que configuram o modelo Uber X, grande demanda da categoria dos motoristas de aplicativos, poderão rodar. A proposta do Executivo contemplava apenas carros de luxo, pretos e com outras especificidades.

O Legislativo deu aval também ao acúmulo de funções aos taxistas. Aqueles que tiverem interesse poderão operar também por meio do aplicativo, com o taxímetro desligado. Outro ponto aprovado dá prioridade aos taxistas que trabalham com concessões de aluguel no caso de nova expedição de certificado anual de autorização pelo governo local.

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Ficou definido ainda a liberação e a especificação da modalidade de taxi executivo, que deve seguir regras diferenciadas das do comum. Os carros precisam ser do tipo sedan ou SUV e oferecer serviço de bordo e ar-condicionado. No entanto, o novo modelo não pode usar aplicativos.

O plenário também acatou a emenda que limita o número de permissionários que poderão trabalhar no aplicativo. O texto proposto pelos parlamentares prevê que devem trabalhar 1,7 mil motoristas, cinquenta por cento do número de permissões para táxis. A medida ainda será revista no segundo turno da votação, de acordo com a presidente da casa, deputada Celina Leão (PPS).

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Os parlamentares se reunirão em segundo turno para votar outras emendas e o texto final da proposta. A sessão ocorrerá nesta quinta-feira (23).

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