PT, PCdoB e Rede iniciam obstrução na Câmara pela saída de Cunha

Deputados do PT, PCdoB e Rede prometem obstruir os trabalhos legislativos a partir desta semana até que seus pleitos sejam atendidos. Eles estão mobilizados para combater o impeachment da presidenta Dilma Rousseff, pressionar pelo afastamento do presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e pelo acolhimento do pedido de impeachment do vice, Michel Temer; "Nosso espírito é de luta, de empenho para chamar a atenção das ruas, da população em suas casas, mostrar nossa reação de indignação", disse a deputada Jandira Feghali (PCdoB)

Deputados do PT, PCdoB e Rede prometem obstruir os trabalhos legislativos a partir desta semana até que seus pleitos sejam atendidos. Eles estão mobilizados para combater o impeachment da presidenta Dilma Rousseff, pressionar pelo afastamento do presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e pelo acolhimento do pedido de impeachment do vice, Michel Temer; "Nosso espírito é de luta, de empenho para chamar a atenção das ruas, da população em suas casas, mostrar nossa reação de indignação", disse a deputada Jandira Feghali (PCdoB)
Deputados do PT, PCdoB e Rede prometem obstruir os trabalhos legislativos a partir desta semana até que seus pleitos sejam atendidos. Eles estão mobilizados para combater o impeachment da presidenta Dilma Rousseff, pressionar pelo afastamento do presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e pelo acolhimento do pedido de impeachment do vice, Michel Temer; "Nosso espírito é de luta, de empenho para chamar a atenção das ruas, da população em suas casas, mostrar nossa reação de indignação", disse a deputada Jandira Feghali (PCdoB) (Foto: Aquiles Lins)


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Hylda Cavalcanti, da RBA - Deputados do PT, PCdoB e Rede prometem obstruir os trabalhos legislativos a partir desta semana até que seus pleitos sejam atendidos. Eles estão mobilizados para combater o impeachment da presidenta Dilma Rousseff, pressionar pelo afastamento do presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e pelo acolhimento do pedido de impeachment do vice, Michel Temer.

O grupo vai conversar com ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) para que seja julgado logo o processo contra Cunha. Eles querem, ainda, que os oposicionistas deem o mesmo tratamento na tramitação do pedido de afastamento de Temer que tem sido dado ao de Dilma.

As bancadas das três legendas também deram início a um acompanhamento constante ao processo de impeachment em tramitação no Senado e em apoio aos parlamentares governistas que têm assento na comissão especial para apreciação da matéria. Preparam-se ainda para participar das manifestações programadas para o próximo domingo (1º de maio) pelos movimentos sociais em todo o país.

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'Não temos desânimo'
Uma das principais envolvidas nessas ações é Jandira Feghali (PCdoB-RJ). "Nosso espírito é de luta, de empenho para chamar a atenção das ruas, da população em suas casas, mostrar nossa reação de indignação", disse a deputada. "Principalmente, queremos mostrar que essa situação toda, que se expressa pela chapa golpista Temer-Cunha não é normal num país democrático". Segundo Jandira, é preciso, "dentro da Câmara, atuar para combater todas essas situações, assim como a do presidente Eduardo Cunha, tão absurda para o país", afirmou.

Outro que desponta na frente do movimento é o líder da Rede na Câmara, Alessandro Molon (RJ), que programou a ida de um grupo de parlamentares ao tribunal, para conversar sobre o processo que avalia o afastamento de Cunha da presidência enquanto corre o processo no qual ele é réu, na Operação lava jato. A conversa será com ministros da Suprema Corte e está prevista para hoje (27), quando eles vão pedir, oficialmente, mais celeridade nesse julgamento em função das várias situações observadas na Casa nos últimos dias.

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Segundo Molon, "ainda por cima há o agravante das declarações feitas ontem pelo lobista Fernando Soares, o Fernando Baiano, durante depoimento no Conselho de Ética" – no qual o lobista confirmou o pagamento de propina a Cunha.

"Não há mais condições de este homem conduzir os trabalhos da Casa. Até porque está claro um acordo em curso firmado entre ele e os oposicionistas que votaram pelo impeachment da presidenta, no último dia 17, para que o presidente acelerasse o rito de votações do afastamento e, em troca, esses partidos o salvariam da cassação. Esta é uma situação desmoralizante para o parlamento brasileiro como um todo que estamos combatendo e contra o qual vamos lutar até o fim", afirmou também o deputado Paulo Pimenta (PT-RS).

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Pimenta chamou de "vergonha para a Câmara e para o Brasil" o fato de a Casa continuar sendo presidida por Cunha. E afirmou que até mesmo líderes da oposição chegaram a pedir o afastamento do parlamentar em novembro passado, quando entraram em obstrução pelo mesmo motivo. Mas mudaram de posição depois que Cunha acatou o pedido de impeachment da presidenta.

Mudança de posição
"Lembro que subiram na tribuna os líderes do PSDB, do PPS e do DEM para anunciar que Eduardo Cunha não reunia condições política, éticas, morais e jurídicas para presidir esta Casa. Cinco dias depois, quando Cunha percebeu que não tinha os votos necessários no Conselho de Ética para ser absolvido e se safar do processo, acolheu o pedido de impeachment. E todos esses partidos, até então corajosos, venderam sua conduta e suas histórias em troca do impeachment", acusou.

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Também o líder do Psol, Ivan Valente (SP), se manifestou a respeito e classificou como "hipócritas e cínicos" os líderes partidários que, mesmo após terem pedido o afastamento de Cunha, aceitaram que ele comandasse a abertura do processo de impeachment.

O deputado Carlos Marun (PMDB-MS) defendeu o vice-presidente Michel Temer e criticou a obstrução programada por essas três siglas. Marun não mencionou a situação de Eduardo Cunha propriamente, mas ao falar sobre o pedido de impeachment de Temer, que faz parte deste pacote de solicitações dos três partidos da base do governo, enfatizou que "chamar Temer de golpista é absurdo".

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O argumento de Carlos Marun é que, se tais siglas não consideram que há crime de responsabilidade cometido pela presidenta Dilma Rousseff, ele acha uma incoerência pedirem, agora, o pedido de afastamento de Temer pelos mesmos motivos.

"A sociedade brasileira assistiu estarrecida no domingo a corrupção prosperar ao se referir à votação do processo de impedimento da presidenta Dilma. O que aconteceu foi uma triste farsa, sob o comando de um réu que sequer deveria sentar-se nesta mesa", ressaltou o deputado Givaldo Vieira (PT-ES).

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