PSOL pede apuração de possível falsificação de assinatura pró-Cunha

Líder do PSOL na Câmara, deputado Ivan Valente (SP) reuniu mais de 20 assinaturas de parlamentares de vários partidos, entre os quais o PSDB, o PPS, o PT e o PCdoB, na representação para investigar se houve falsificação da assinatura do deputado Vinícius Gurgel (PR-AP) na carta em que ele renuncia à vaga de titular no Conselho de Ética; "Falsificação de documento público é [crime] previsto no Artigo 299 do Código Penal, com previsão de um a seis anos de prisão", destaca Ivan Valente

Líder do PSOL na Câmara, deputado Ivan Valente (SP) reuniu mais de 20 assinaturas de parlamentares de vários partidos, entre os quais o PSDB, o PPS, o PT e o PCdoB, na representação para investigar se houve falsificação da assinatura do deputado Vinícius Gurgel (PR-AP) na carta em que ele renuncia à vaga de titular no Conselho de Ética; "Falsificação de documento público é [crime] previsto no Artigo 299 do Código Penal, com previsão de um a seis anos de prisão", destaca Ivan Valente
Líder do PSOL na Câmara, deputado Ivan Valente (SP) reuniu mais de 20 assinaturas de parlamentares de vários partidos, entre os quais o PSDB, o PPS, o PT e o PCdoB, na representação para investigar se houve falsificação da assinatura do deputado Vinícius Gurgel (PR-AP) na carta em que ele renuncia à vaga de titular no Conselho de Ética; "Falsificação de documento público é [crime] previsto no Artigo 299 do Código Penal, com previsão de um a seis anos de prisão", destaca Ivan Valente (Foto: Gisele Federicce)


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Carolina Gonçalves – Repórter da Agência Brasil

O líder do PSOL na Câmara dos Deputados, Ivan Valente (SP), reuniu mais de 20 assinaturas de parlamentares de vários partidos, entre os quais o PSDB, o PPS, o PT e o PCdoB, na representação para investigar se houve falsificação da assinatura do deputado Vinícius Gurgel (PR-AP) na carta em que ele renuncia à vaga de titular no Conselho de Ética da Casa.

O documento será protocolado na tarde de hoje (10) na Procuradoria-Geral da República por um advogado do PSOL.

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"Falsificação de documento público é [crime] previsto no Artigo 299 do Código Penal, com previsão de um a seis anos de prisão. Ele [Gurgel] pode estar cometendo algo que tem relação não só com a ética parlamentar, mas também com a quebra de parâmetros previstos no Código Penal brasileiro", disse Valente.

Segundo reportagem publicada ontem (9) pela Folha de S.Paulo, peritos confirmaram que a assinatura é falsa. A notícia provocou tumulto e protestos na reunião do Conselho de Ética e vários parlamentares pediram que o fato fosse investigado tanto pelo colegiado quanto pelas autoridades policiais e da Justiça.

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Internamente, uma sindicância tem que ser pedida por partido, com assinatura do presidente da legenda. "O que estou propondo é que seja uma entrada coletiva [de vários partidos], mas primeiro pedimos a investigação do Ministério Público, que vai atrás de um exame [para confirmar os laudos]", explicou o líder do PSOL.

Na representação, Ivan Valente pede a abertura de inquérito para que se apurem também "as versões do deputado, que são contraditórias". Ontem, o deputado Vinícius Gurgel foi ao Conselho de Ética e explicou que assinou a carta, às pressas, antes de embarcar no Aeroporto de Brasília. Gurgel disse que toma remédio controlado há três anos e que, nesse dia, também ingeriu bebida alcóolica, o que pode ter alterado sua assinatura.

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"As alegações feitas pelo deputado são de ordem pessoal. Por isso, ao invés de interpretar subjetivamente aqui na Câmara, pedimos uma investigação do Ministério Público, porque ali vai-se trabalhar com provas materiais concretas. O fato de estar embriagado não altera substantivamente a assinatura", disse Ivan Valente.

Aliado de Cunha, Gurgel não estava em Brasília na madrugada em que o conselho aprovou por 11 votos a 10 o parecer do relator Marcos Rogério (PDT-RO) pela continuidade das investigações contra Cunha. Para garantir que um dos votos continuasse com seu partido (PR), Gurgel renunciou à vaga para que a legenda indicasse outro nome. O deputado Maurício Quintella Lessa (AL) foi indicado depois que a carta de Gurgel chegou ao conselho. Lessa votou a favor de Cunha.

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