PSDB será protagonista em 2º turno no DF
O caminho das alianças está mais claro para Jofran Frejat (PR) do que para Rodrigo Rollemberg (PSB); Frejat conta com apoio do PSDB, cujo candidato a presidente da República, Aécio Neves, foi o voto declarado de José Roberto Arruda (PR) durante toda a campanha; Rollemberg vive um dilema: fechar aliança com o PT e tentar buscar os votos obtidos por Agnelo Queiroz (PT), cerca de 300 mil, ou se aproximar do PSDB, posicionamento que poderá ser adotado também por Marina Silva
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Brasília 247 - Nesta terça-feira (7), os dois candidatos que seguem na disputa pelo governo do Distrito Federal adotam estratégias bem diferentes. Jofran Frejat (PR) participa de reuniões de coordenação e de articulação política, e faz caminhadas pelo Distrito Federal, em agenda intensa que se iniciou às 8h e só deve terminar após as 22h. Rodrigo Rollemberg (PSB) se recolhe, sem agenda política prevista para hoje.
O caminho das alianças está mais claro para Frejat do que para o senador do PSB. Numa corrida eleitoral de segundo turno, a decisão sobre o palanque nacional precisa ser amadurecida de olho na vontade do eleitor, diz Ana Maria Campos, do Correio Braziliense. Dilma Rousseff teve apenas 23,02% dos votos válidos no Distrito Federal, enquanto Marina Silva (PSB) e Aécio Neves (PSDB), juntos, obtiveram 72%.
Com esses números, Rollemberg terá dificuldades para anunciar adesão à reeleição de Dilma, sob risco de perder muitos votos. Rollemberg, porém, precisa de parte da base petista na capital para derrotar o adversário, Jofran Frejat (PR), que naturalmente está com Aécio Neves (PSDB). O tucano foi, durante todo a campanha, o voto declarado de José Roberto Arruda (PR), cujo posto de cabeça de chapa foi herdado por Frejat.
O governador Agnelo Queiroz (PT) foi derrotado, mas obteve 307 mil votos, pouco menos do que Dilma conseguiu no DF, 362,5 mil. Esses eleitores interessam a Rollemberg, que poderá perdê-los caso apoie Aécio. Dificilmente os mesmos eleitores vão preferir Frejat e seu grupo, liderado por Arruda, inimigo do PT. Como diz Ana Maria Campos, do Correio, antes das eleições, Rollemberg conversou com Aécio. Cogitou-se até mesmo uma aliança no primeiro turno que ficou sem sustentação porque havia Eduardo Campos (PSB) e, depois, Marina Silva, sua grande apoiadora.
Agora, o caminho está aberto para uma aproximação, já que os tucanos estão flertando com Marina para o segundo turno das eleições presidenciais. Dado que a ex-ministra valoriza muito a seleção dos palanques estaduais nos quais se dispõe a subir, como ficará seu posicionamento quanto ao apoio do PSDB a Frejat na disputa pelo governo do DF, onde a ex-senadora tem ampla popularidade?
Confira a agenda dos candidatos nesta terça-feira (7):
Frejat
8h - Reunião de coordenação
15h30 às 18h - Caminhadas pelo DF
19h - Reunião com candidatos de todos os partidos da coligação
21h - Reunião com apoiadores
Rollemberg
Não tem agenda prevista para o dia.
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