Professores do DF ficam parados até sexta-feira
Professores da rede pública de ensino do Distrito Federal decidiram paralisar as atividades até sexta-feira (27), quando a categoria vai se reunir novamente para discutir os rumos do movimento; cerca de 460 mil alunos da rede pública ficarão sem aulas; categoria cobra o pagamento atrasado do 13º salário dos professores que receberiam o pagamento em dezembro, rescisão contratual de cerca de 8 mil professores temporários e 2ª e 3ª parcela das férias, reivindicações decorrentes da crise financeira deixada pela gestão Agnelo Queiroz
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Brasília 247 – Após a realização de assembleia na manhã desta segunda-feira (23), os professores da rede pública de ensino do Distrito Federal decidiram paralisar as atividades até sexta-feira (27), quando a categoria vai se reunir novamente, às 14h, para discutir os rumos do movimento. Cerca de 460 mil alunos da rede pública ficarão sem aulas. O débito soma R$ 120 milhões.
O ano letivo estava previsto para começar nesta segunda-feira (23). Pela manhã, os docentes fizeram uma manifestação em frente ao Palácio do Buriti cobrando o pagamento atrasado do 13º salário dos professores que receberiam o pagamento em dezembro, rescisão contratual de cerca de 8 mil professores temporários e 2ª e 3ª parcela das férias. A categoria é contra o parcelamento de salários para pagar os funcionários da Educação.
Representantes do Sindicato dos Professores do Distrito Federal (Sinpro-DF) e do Governo do Distrito Federal (GDF) se encontraram para negociação. Depois do encontro o GDF redigiu um documento assumindo o compromisso de tentar quitar a dívida com a categoria.
Os atrasos no pagamento é consequência do déficit financeiro deixado pelo governo Agnelo Queiroz (PT). A equipe da gestão Rodrigo Rollemberg (PSB) identificou, no final do mês passado, um rombo nas contas públicas chega a R$ 6,5 bilhões. O montante inclui R$ 3,5 bilhões para despesas com pessoal, R$ 3,0 bilhões de gastos já conhecidos do governo anterior e R$ 15 milhões negativos na disponibilidade de caixa em 2014 entre recursos vinculados e não vinculados ao Estado. Os dados estão no "Relatório de Gestão Fiscal".
O atual secretário de Fazenda do Distrito Federal, Leonardo Colombini, informou que os gastos com pessoal de 2014 estão próximos do limite máximo, que é de 49% das despesas do governo, e já ultrapassaram o "limite prudencial" - faixa de atenção, que é de 46,55%. De acordo com o GDF, atualmente o índice está em 46,93%.
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