Professores decidem continuar em greve no DF
Professores da rede pública do Distrito Federal aprovaram a manutenção da greve da categoria, iniciada no dia 15 de outubro, apesar da decisão judicial que considerou a paralisação ilegal; o grupo reivindica principalmente o pagamento da sexta e última parcela de um reajuste salarial, com índice de 3,5%, acordado durante o governo Agnelo Queiroz; de acordo com o Sindicato dos Professores (Sinpro), pelo menos mil pessoas participaram da votação, em frente ao Palácio do Buriti; segundo a PM, havia 800 professores na assembleia
✅ Receba as notícias do Brasil 247 e da TV 247 no canal do Brasil 247 e na comunidade 247 no WhatsApp.
Brasília 247 - Professores da rede pública do Distrito Federal aprovaram nesta quarta-feira (4) a manutenção da greve da categoria, iniciada no dia 15 de outubro, apesar de decisão judicial que considerou a paralisação ilegal. O grupo reivindica principalmente o pagamento da sexta e última parcela de um reajuste salarial, com índice de 3,5%, acordado durante a o governo Agnelo Queiroz. De acordo com o Sindicato dos Professores (Sinpro), pelo menos mil pessoas participaram da votação, que aconteceu em frente ao Palácio do Buriti. Para a PM, havia 800 professores na assembleia.
“Esse é o momento de avançar na greve. Nós não aceitamos calote. Por isso, vamos insistir na construção desta greve para que os nossos direitos sejam respeitados conforme determina a lei, que está vigente”, enfatizaram diretores do Sindicato e integrantes do Comando de Greve.
Para o secretário geral da CUT Brasília, Rodrigo Rodrigues, o governador Rodrigo Rollemberg deve descer do palanque de candidato e passar a governar de verdade, “apresentando soluções para as demandas do Magistério e de outras categorias em greve”.
O governo do Distrito Federal suspendeu os reajustes por falta de recursos. Em março deste ano, a Secretaria da Fazenda informou ter constatado déficit orçamentário de R$ 6,8 bilhões. No mês anterior, em fevereiro, o Ministério Público (MPDFT) ajuizou uma ação direta de inconstitucionalidade no Tribunal de Justiça (TJDFT) contra as 32 leis aprovadas pela gestão Agnelo Queiroz (PT) que concederam aumentos salariais entre 3,5 % e 22,2 % — escalonados em três anos. Os reajustes beneficiam cerca de 100 mil servidores de 32 categorias.
Na ação, o MP afirmou que o governo Agnelo Queiroz garantiu haver previsão no orçamento e no Plano Plurianual, o que não se confirmou. Mas TJ rejeitou a ação do MP, alegando que a falta de dotação orçamentária gera "somente ineficácia naquele exercício financeiro, conforme já decidido pelo STF, mas não autoriza a declaração de inconstitucionalidade da lei”.
Durante reunião, nesta terça-feira (3), com integrantes do GDF, o executivo propôs não descontar os dias parados, desde que eles sejam repostos e que haja retorno imediato ao trabalho; encaminhar projeto de lei à Câmara Legislativa (CLDF) para garantir o pagamento de auxílios alimentação e transporte para temporários; e criar grupo de trabalho para debater um plano de saúde para a categoria.
O Tribunal de Justiça considerou, no último dia 20, ilegal e abusiva a greve dos professores e determinou a volta imediata às funções, sob pena de multa de R$ 400 mil por dia ao sindicato em caso de descumprimento. Mas a categoria segue de braços cruzados.
Aumento salarial
O governador Rodrigo Rollemberg anunciou, no mês passado, que o reajuste dos servidores públicos, que deveria ter ocorrido em setembro, será pago integralmente a partir de 1º de outubro do ano que vem. O pagamento depende da aprovação de um conjunto de projetos já encaminhados ou que ainda serão enviados à Câmara Legislativa para aumentar a arrecadação do governo. A medida não inclui os retroativos, que estão sem data para serem quitados.
Assine o 247, apoie por Pix, inscreva-se na TV 247, no canal Cortes 247 e assista:
Comentários
Os comentários aqui postados expressam a opinião dos seus autores, responsáveis por seu teor, e não do 247