Pressa em adiar processo indica culpa de Cunha, diz deputado

Membro do Conselho de Ética da Câmara, Valmir Prascidelli (PT-SP), criticou a manobra do vice-presidente da Câmara, Waldir Maranhão (PP-MA), que anulou a sessão que se aprovou a admissibilidade do processo contra Cunha no Conselho, fazendo o caso retornar, praticamente, ao estágio inicial; "Cunha tem o direito de apresentar defesa, mas a busca desesperada para protelar significa que ele tem convicção de que é culpado e que cometeu os crimes que as denúncias apontam, como mentir que não possuía contas irregulares no exterior", afirmou

Membro do Conselho de Ética da Câmara, Valmir Prascidelli (PT-SP), criticou a manobra do vice-presidente da Câmara, Waldir Maranhão (PP-MA), que anulou a sessão que se aprovou a admissibilidade do processo contra Cunha no Conselho, fazendo o caso retornar, praticamente, ao estágio inicial; "Cunha tem o direito de apresentar defesa, mas a busca desesperada para protelar significa que ele tem convicção de que é culpado e que cometeu os crimes que as denúncias apontam, como mentir que não possuía contas irregulares no exterior", afirmou
Membro do Conselho de Ética da Câmara, Valmir Prascidelli (PT-SP), criticou a manobra do vice-presidente da Câmara, Waldir Maranhão (PP-MA), que anulou a sessão que se aprovou a admissibilidade do processo contra Cunha no Conselho, fazendo o caso retornar, praticamente, ao estágio inicial; "Cunha tem o direito de apresentar defesa, mas a busca desesperada para protelar significa que ele tem convicção de que é culpado e que cometeu os crimes que as denúncias apontam, como mentir que não possuía contas irregulares no exterior", afirmou (Foto: Aquiles Lins)


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Jornal GGN - "Cunha tem o direito de apresentar defesa, mas a busca desesperada para protelar significa que ele tem convicção de que é culpado e que cometeu os crimes que as denúncias apontam, como mentir que não possuía contas irregulares no exterior", afirmou o deputado federal Valmir Prascidelli (PT-SP), que integra o Conselho de Ética que analisará o processo contra o presidente da Câmara.

Prascidelli criticou a manobra executada pelo vice-presidente da Câmara, o deputado Waldir Maranhão (PP-MA), que determinou a anulação da sessão em que se aprovou a admissibilidade do processo contra Cunha no Conselho, fazendo o caso retornar, praticamente, ao estágio inicial. A declaração do membro do Conselho foi dada à revista Fórum. Para ele, fato de o vice-presidente, que é aliado de Cunha e também investigado na Operação Lava-Jato, ter feito tal determinação, é uma "clara tentativa de ganhar mais um dia".

A manobra teve início quando o deputado peemedebista Carlos Marun (MS) reclamou da ausência, no relatório de Marcos Rogério, da possibilidade de pedido de vista. Como resposta, Maranhão determinou que o processo volte à fase de discussão anterior à admissibilidade, em oficio enviado ao presidente do Conselho, José Carlos Araújo (PSD-BA).

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É a segunda manobra de Maranhão frente ao Conselho de Ética. No último ano, o vice-presidente destituiu o relator original da cassação de Cunha, Fausto Pinato (PRB-SP), designando Marcos Rogério na nova relatoria.

A representação contra Eduardo Cunha pede o afastamento do parlamentar do cargo de presidente da Câmara por quebra de decoro parlamentar. A expectativa, contudo, é que a reunião do Conselho ocorra após o Carnaval.

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Ainda nesta quarta (03), Cunha voltou a afirmar que vai continuar no cargo "sob qualquer circunstância". "Já fui réu quando era líder do PMDB. Me tornei réu sob a relatoria de Gilmar Mendes e fui absolvido na sequência. Tem vários que estão aqui que são réus. Eu espero que não possa ser aceita a denúncia, inclusive há uma discussão jurídica que vai ser posta lá. O fato de aceitar a denúncia não significa que eu sou condenado", disse o peemedebista, ao ser questionado sobre a decisão de Teori Zavascki, relator do processo no STF, que anunciou intenção de julgar a denúncia contra ele antes de analisar o pedido de afastamento da presidência da Casa.

Ainda assim, Eduardo Cunha acredita que a denúncia não será aceita. "Acredito que possa não ser aceita porque meus argumentos são muito fortes. Vou continuar [como presidente da Câmara] em qualquer circunstância", reafirmou.

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